FALHAS NO SOCORRO
Engavetamento no Jardim dos Estados expõe demora no atendimento do SAMU e da Polícia Militar em Campo Grande
Acidente deixou feridos e revoltou moradores após mais de uma hora de espera por equipes de emergência.
09/12/2025
14:35
REDAÇÃO
Engavetamento envolveu oito veículos na Rua Piratininga e gerou críticas à demora no atendimento. @DIVULGAÇÃO
Um engavetamento registrado na noite desta segunda-feira (8), na Rua Piratininga, no Jardim dos Estados, voltou a expor fragilidades nos serviços de emergência de Campo Grande. O acidente ocorreu por volta das 18h30, próximo ao número 1425, na esquina com a Avenida Ceará, e envolveu oito veículos.
Segundo testemunhas, a motorista de uma BMW X4, que estaria em alta velocidade, colidiu contra um Jeep Grand Cherokee. Com o impacto, o veículo atingido bateu em um Jeep Compass, que posteriormente colidiu em um HB20, uma Spin e outro Jeep Compass, que também acabou atingindo um Jeep Renegade e, por fim, um Volkswagen Polo.
Na ocorrência, uma mulher sofreu um corte na cabeça e duas crianças ficaram feridas, necessitando de atendimento médico. No entanto, a demora das equipes de emergência revoltou moradores e motoristas envolvidos.
O SAMU foi acionado às 18h30, mas só chegou ao local às 19h45, quando as vítimas já haviam sido socorridas por terceiros. A Polícia Militar, também acionada no mesmo horário, chegou apenas por volta das 20h10, mais de uma hora e meia após o chamado. De acordo com os relatos, as equipes afirmaram que enfrentavam “muitas demandas simultâneas” e poucas viaturas disponíveis.
Moradores também apontaram outro problema: segundo informações de servidores e populares, a Prefeitura de Campo Grande teria 15 ambulâncias novas do SAMU paradas, sem uso, por falta de profissionais como médicos, enfermeiros e motoristas. A situação tem sido interpretada pela comunidade como reflexo de desorganização da gestão municipal e de deficiências estruturais no sistema de emergência da capital.
Os moradores destacam que, caso o acidente tivesse sido mais grave, o atraso poderia ter custado vidas, reforçando a preocupação com a eficiência e a capacidade de resposta dos serviços públicos essenciais na cidade.
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