CAPITAL / CRISE NA SAÚDE PÚBLICA
Câmara debate falta de medicamentos e falhas no Farmácia Popular em Campo Grande
Audiência proposta por Luiza Ribeiro (PT) também discutirá Dignidade Menstrual e omissões da prefeitura
13/10/2025
07:45
REDAÇÃO
Audiência na Câmara debate falhas na saúde pública e cobrança por medicamentos essenciais na rede municipal
A Câmara Municipal de Campo Grande realiza nesta segunda-feira (13), às 9h, uma audiência pública para discutir a falta de medicamentos nas unidades de saúde da Capital e os problemas na execução do Programa Farmácia Popular. A iniciativa é da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara (canal 7.3) e pelo YouTube da Casa.
Além da crise na assistência farmacêutica básica, a audiência abordará a implementação do Programa Dignidade Menstrual, do Governo Federal. Embora a iniciativa tenha avançado em nível nacional, especialistas e representantes da sociedade civil apontam lentidão e falhas de articulação na execução local, sob responsabilidade da Prefeitura de Campo Grande.
Segundo denúncias recorrentes, a ausência de medicamentos essenciais em postos de saúde obriga pacientes a buscarem a Justiça para ter acesso ao que é garantido por lei. O quadro é reflexo de falhas na gestão da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), vinculada diretamente à prefeita Adriane Lopes (PP).
“A população continua sem acesso regular a medicamentos básicos, e não podemos normalizar essa omissão do poder público. É hora de cobrar soluções concretas”, afirmou a vereadora Luiza Ribeiro, autora da proposta da audiência.
A precariedade da Assistência Farmacêutica, especialmente na atenção primária, será um dos principais temas debatidos. A audiência também abrirá espaço para representantes da sociedade civil, técnicos da saúde e usuários da rede pública relatarem suas experiências.
A Câmara incentiva a participação popular, tanto presencialmente quanto por meio das plataformas digitais. A proposta visa aumentar a transparência e pressionar o Executivo municipal a garantir o funcionamento efetivo de políticas públicas básicas de saúde.
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