SAÚDE GLOBAL
Comitiva internacional visita o Rio para conhecer sistema de saúde pública
Delegação de nove países lusófonos e europeus conhece estrutura do SUS e inovações tecnológicas no enfrentamento a emergências sanitárias
10/10/2025
07:45
AGÊNCIA BRASIL
MARIA GORETI
Delegação visita o Super Centro Carioca de Vacinação em Botafogo para conhecer práticas da Atenção Primária e Vigilância em Saúde Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma comitiva internacional formada por representantes de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Timor-Leste, Portugal e Espanha está no Rio de Janeiro para conhecer de perto a estrutura e os avanços do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo da visita é fortalecer a preparação e resposta a emergências de saúde pública, especialmente por meio da Atenção Primária, resiliência do sistema e uso de tecnologias.
A missão é resultado de uma articulação entre a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a Global Health Strategies (iniciativa vinculada à Fundação Gates), o Ministério da Saúde e a Fiocruz.
“O risco de emergências sanitárias é global. Quanto mais países estiverem preparados para identificar e responder, melhor será para todos”, destacou Gislani Mateus, superintendente de Vigilância em Saúde.
Inovação e Atenção Primária
Na quinta-feira (9), os representantes foram recebidos no Super Centro Carioca de Vacinação (SCCV), em Botafogo, onde conheceram as ferramentas tecnológicas usadas para transformar dados em informações estratégicas para gestão da saúde pública. Também visitaram a Clínica da Família Luiz de Moraes e Júnior, localizada na zona sul, referência em Atenção Primária, cobertura vacinal e saúde materno-infantil.
“É sempre importante mostrar o investimento que temos feito para aprimorar o SUS. O Rio de Janeiro se torna, cada vez mais, um modelo que pode ser compartilhado com outros países”, afirmou Larissa Terrezo, superintendente de Atenção Primária.
Inteligência epidemiológica
Nesta sexta-feira (10), a agenda inclui visita ao Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, que atua no monitoramento do cenário epidemiológico da cidade e coordena respostas rápidas a crises sanitárias, como surtos e epidemias.
A delegação mostrou interesse especial pelo uso de inteligência artificial (IA) no acompanhamento de dados em saúde.
“É uma grande oportunidade aprender com o Brasil, especialmente no uso de IA para vigilância epidemiológica, algo que pretendemos aplicar em nossos países”, disse García Nazaré-Pembele, do Instituto Nacional de Investigação em Saúde de Angola.
A visita reforça a importância da cooperação internacional na construção de sistemas de saúde resilientes e inovadores, e posiciona o Brasil como um dos principais modelos de saúde pública universal no mundo.
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