ALERTA DE SAÚDE
Estudo projeta aumento de 36% nas mortes por câncer colorretal no Brasil até 2040
Diagnósticos tardios e ausência de rastreamento estruturado elevam a letalidade; doença é o terceiro tipo mais frequente no país
05/08/2025
07:45
AGÊNCIA BRASIL
REDAÇÃO
Estudo alerta para avanço nas mortes por câncer colorretal no Brasil — diagnóstico precoce é essencial para aumentar a chance de cura. Foto: Câmara Municipal de Afonso Cláudio/Divulgação
A mortalidade por câncer colorretal deve aumentar 36,3% no Brasil até 2040, segundo projeção da Fundação do Câncer, divulgada nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Saúde, no novo boletim Info.oncollect. O estudo mostra que o crescimento será de 35% entre os homens e 37,63% entre as mulheres, com maior impacto na Região Sudeste, que deve concentrar o maior número absoluto de mortes.
Os dados apontam que 78% das pessoas que morreram por causa da doença foram diagnosticadas em estágio avançado (3 ou 4), o que reduz significativamente as chances de cura. “Isso evidencia que a maioria dos diagnósticos ainda ocorre de forma tardia”, destaca o coordenador do estudo, Alfredo Scaff.
Segundo ele, o câncer colorretal que afeta cólon e reto costuma evoluir lentamente, a partir de pequenos pólipos que, ao longo dos anos, podem se transformar em tumores malignos. Sinais de alerta incluem sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal (como fezes finas ou diarreia persistente), dores abdominais frequentes e perda de peso sem explicação.
Dados preocupantes
3º câncer mais frequente no Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano, segundo o INCA (2023–2025)
Sobrevida em 5 anos no Brasil:
48,3% para câncer de cólon
42,4% para câncer de reto
Em países com rastreio estruturado, a sobrevida pode ultrapassar 65%
Falta de políticas públicas agrava o cenário
Para os especialistas, o Brasil ainda não possui um programa nacional estruturado de rastreamento da doença, ao contrário do que já ocorre para o câncer de mama e de colo do útero.
“O país precisa urgentemente de um sistema que convoque sistematicamente a população-alvo para exames preventivos do intestino”, reforça Scaff. Os principais exames de rastreio são o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, indicados especialmente a partir dos 50 anos, ou antes, em casos de histórico familiar ou fatores de risco.
Recomendações para prevenção:
Homens e mulheres a partir dos 50 anos devem realizar exames preventivos regularmente
Pessoas com histórico familiar devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica
Manter hábitos saudáveis: alimentação rica em fibras, atividade física e controle de peso reduzem os riscos
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