GERAL
Governo suspende produção de refrigerantes em fábrica da Coca-Cola no Ceará por suspeita de contaminação com álcool
04/06/2025
16:00
REDAÇÃO
@Divulgação
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta quarta-feira (4) a suspensão temporária da produção de refrigerantes na fábrica da Solar Coca-Cola localizada em Maracanaú, no Ceará. A medida foi tomada após a detecção de componentes típicos dos refrigerantes, como cafeína, no sistema de líquido de resfriamento, que utiliza etanol alimentício — um tipo de álcool utilizado em processos industriais.
A preocupação central, segundo o ministro, é a possibilidade de contaminação cruzada: se o refrigerante, que por norma não pode conter álcool, teria sido acidentalmente misturado com o etanol usado no processo de resfriamento da linha de produção. “Queremos entender se o caminho foi o inverso — se o álcool contaminou o refrigerante. Isso pode configurar uma irregularidade de ordem comercial, embora sem riscos à saúde, caso seja confirmada a presença de álcool em pequena quantidade”, afirmou Fávaro.
Foco na fábrica de Maracanaú
A medida atinge apenas a unidade de Maracanaú, uma das várias operadas pela Solar Coca-Cola, segunda maior fabricante da marca no Brasil. A empresa atende 70 milhões de consumidores em 70% do território nacional, com operações em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O ministério informou que a decisão de suspender temporariamente a produção é preventiva, até que sejam concluídas as análises laboratoriais sobre a possível presença de etanol nos lotes fabricados na planta. O consumo dos refrigerantes, segundo o ministro, não oferece riscos à saúde pública, mas a eventual presença de álcool pode caracterizar infração à legislação sanitária e fiscal.
Em nota, a Solar Coca-Cola informou que colabora com as autoridades sanitárias e que já iniciou uma investigação interna para apurar os fatos. A empresa reforçou seu compromisso com os mais altos padrões de qualidade e segurança alimentar e ressaltou que todas as etapas da produção são monitoradas por rigorosos protocolos.
A paralisação da produção ocorre em meio a um cenário de maior vigilância da qualidade alimentar e pode ter reflexos sobre a cadeia de distribuição de refrigerantes da marca na região Nordeste. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ainda não divulgou um prazo para a retomada da produção.
A conclusão da análise laboratorial será determinante para definir se houve falha de processo, contaminação ou possível infração administrativa. Caso fique comprovado o desvio de padrão, a empresa poderá sofrer sanções, que incluem desde advertência até multa e recolhimento de produtos.
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