ECONOMIA / IPCA DENTRO DA META
Inflação de 0,18% em novembro faz índice voltar ao limite previsto pelo governo
Com alta moderada no mês, inflação acumulada em 12 meses atinge 4,46%, retornando ao intervalo de tolerância após 13 meses fora da meta estabelecida pelo Banco Central.
10/12/2025
08:36
REDAÇÃO
IPCA acumulado em 12 meses volta a ficar dentro da meta após registrar inflação de 0,18% em novembro. © Valter Campanato/Agência Brasil
A inflação oficial do país fechou novembro com alta de 0,18%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,46% em 12 meses, voltando ao limite superior da meta de inflação, que é de 4,5%.
O índice havia passado 13 meses seguidos acima do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta de inflação para 2025 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Desde janeiro, a aferição passou a ser contínua: considera-se o acumulado dos últimos 12 meses, e não apenas o fechamento de dezembro.
A meta é considerada descumprida quando o IPCA fica fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (8) projeta inflação de 4,40% para o fim de 2025, número ligeiramente abaixo do acumulado atual.
Ainda nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a nova taxa básica de juros. A Selic está hoje em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006.
A sequência de altas começou em setembro de 2024, em resposta à pressão inflacionária registrada naquele período. Juros elevados encarecem o crédito e reduzem consumo e investimentos, ajudando a conter a inflação.
O índice reflete o custo de vida de famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.518.
Os preços são coletados em 377 subitens, em dez regiões metropolitanas Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
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