FRONTEIRA
Tragédia em comunidade indígena paraguaia: adolescente mata filha de oito meses por causa de choro
Crime cometido por jovem de 15 anos em Capitán Bado, na fronteira com o Brasil, está sob investigação da Polícia Nacional e do Ministério Público do Paraguai.
02/05/2025
07:45
REDAÇÃO
Corpo da bebê foi encontrado dentro de uma casa na comunidade indígena Yete Poty, em Capitán Bado — Foto: Polícia Nacional do Paraguai.
A morte de uma bebê de apenas oito meses comoveu a comunidade indígena Yete Poty, localizada em Capitán Bado, cidade paraguaia na fronteira com Coronel Sapucaia, no Brasil. O caso ocorreu na última terça-feira (29/4), quando a mãe da criança, uma adolescente de 15 anos, confessou ter estrangulado a filha porque ela não parava de chorar.
A informação foi confirmada pela promotora María E. Giménez, responsável pela investigação, em entrevista a uma emissora de rádio local. “Ela admitiu que a menina chorava muito e a incomodava, por isso a estrangulou”, afirmou a promotora.
A Polícia Nacional do Paraguai, com o apoio do Ministério Público e do Juizado da Infância e da Adolescência, está à frente das investigações. A jovem foi ouvida em depoimento e confessou o crime. As autoridades agora apuram se houve influência de outros fatores ou envolvimento de terceiros no caso.
A tragédia abalou profundamente os moradores da comunidade Yete Poty, que ainda tentam compreender os motivos do crime. A região é conhecida por seus desafios sociais, incluindo vulnerabilidade econômica, acesso limitado a serviços públicos e questões de saúde mental.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre o destino da adolescente após a confissão, mas o caso deve seguir trâmites previstos para menores de idade envolvidos em crimes graves, de acordo com a legislação paraguaia.
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