Campo Grande (MS), Terça-feira, 07 de Abril de 2026

Ministro da Fazenda autoriza Petrobras a aumentar preço dos combustíveis

05/11/2014

08:05

CMS


A Petrobras recebeu, nesta ter�a-feira (4), o aval do ministro da Fazenda Guido Mantega, presidente do conselho de administra��o da empresa, para reajustar os combust�veis, informou uma pessoa pr�xima � alta administra��o da empresa.

Em reuni�o com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu � empresa, no entanto, que o valor n�o fosse divulgado neste ter�a.

A presidente da Petrobras, Maria das Gra�as Foster, fez uma apresenta��o aos conselheiros, em reuni�o em Bras�lia, em que mostrava proje��es com o percentual de 8% de reajuste.
Este percentual dificilmente ser� empregado, e o esperado � que o reajuste seja de 5%. O n�mero n�o foi fechado na reuni�o. A decis�o final ficar� na m�o da diretoria.
Quando concedido, ser� o primeiro reajuste concedido desde 29 de novembro de 2013.

AUMENTO NEGOCIADO
Pelo estatuto da Petrobras, a decis�o pelo reajuste dos combust�veis � da diretoria executiva da empresa, liderada pela presidente Maria das Gra�as Foster.
Na pr�tica, por�m, o aumento � negociado junto ao governo, uma vez que a concess�o do aumenta traz impactos inflacion�rios e depois a proposta � apresentada aos conselheiros.
A Uni�o controla a Petrobras e, nessa condi��o, nomeia sete dos dez conselheiros.

Como depende do aval do governo, a Petrobras n�o reajusta imediatamente os combust�veis conforme as oscila��es do mercado internacional.

Nos �ltimos quatro anos, as perdas para a Petrobras com a pol�tica de n�o reajuste imediato dos combust�veis � calculada em R$ 60 bilh�es, segundo a corretora Gradual.

PRE�OS

Neste ano, os combust�veis permaneceram a maior parte do tempo com pre�o abaixo da cota��o internacional, chegando, em alguns casos, a uma defasagem de 20%.
Com a queda no pre�o mundial do petr�leo, da faixa de US$ 100 para US$ 85 o barril, no �ltimo m�s, a perda di�ria da Petrobras praticamente deixou de existir.
At� a semana passada, �ltimo dado dispon�vel, a gasolina estava 1% mais cara no Brasil do que no exterior. J� o diesel tinha defasagem de 4,5%.

Apesar da menor defasagem, analistas dizem que o reajuste � necess�rio para recompor parcialmente as perdas de caixa dos �ltimos anos.

A defasagem foi um dos fatores que contribu�ram para a d�vida l�quida da empresa crescer 237% nos �ltimos cinco anos, de R$ 71,5 bilh�es para R$ 241,3 bilh�es.

Fonte: Folhaexpress

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