Petrobras anunciou reajuste nos pre�os de combust�veis a partir de sexta.
Especialistas citam defasagem em rela��o ao mercado internacional.
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (6) o aumento do pre�o de venda nas refinarias de 3% para a gasolina e de 5% para o diesel a partir de sexta-feira (7). Economistas ouvidos pelo G1 dizem que a alta demorou a acontecer, deixando o custo interno do combust�vel defasado. Especialistas tamb�m avaliam que o reajuste ter� impacto sobre a infla��o.
Raul Velloso, especialista em finan�as p�blicas, afirma que �esse aumento era devido h� muito tempo�, pois havia �um desalinhamento dos pre�os em rela��o ao mercado internacional que perdurou ao longo do ano�. O economista diz tamb�m que �o correto � o pre�o interno refletir o pre�o internacional, o quanto custa para o pa�s importar a gasolina. Se tem um pre�o desalinhado ao mercado ideal, pode haver um consumo excessivo ou abaixo do ideal�. �Esse ano inteiro foi se acumulando uma defasagem que gerou uma falta de receita da Petrobras muito grande para cobrir os investimentos que ela precisa fazer�, opina Velloso.
Sidnei Moura Nehme, especialista em mercado financeiro, tamb�m acredita que o aumento �veio atrasado, e agora vai agregar margem para a Petrobras, porque o pre�o internacional est� abaixo dos nossos�. �Era necess�rio para repor o capital de giro que foi retirado da empresa durante esse per�odo antecedente�, afirma.
O economista Roberto Luis Troster aponta que o aumento � �oportuno�. O economista aponta que as ind�strias do setor de combust�veis �est�o problemas financeiros graves�, e por isso o an�ncio ter� impacto positivo no setor. Al�m disso, Troster tamb�m analisa os efeitos do aumento sobre a infla��o, que, de acordo com o especialista, inicialmente sofrer� o �choque� pelo aumento, por�m em seguida ter� corrigida a tend�ncia de eleva��o gerada pela expectativa. �Quando [a Petrobras] segurou [o an�ncio], acabou pressionando tudo para cima�, diz ele em rela��o aos pre�os. �Todo mundo acha que vai aumentar. Imagine que voc� � um vendedor de canetas, compra por R$ 8 e vende por R$ 10. Ent�o voc� sabe que l� no fornecedor a caneta n�o est� mais a R$ 8, e sim a R$ 12. A caneta que voc� tem hoje, j� vai querer vender por R$ 15�, compara. �Na medida em que voc� sabe que tem um atraso na infla��o, voc� embute ele no pre�o.�
O economista Alcides Leite afirma que o aumento �deveria ter sido feito antes�, e tamb�m cita �defasagem em rela��o ao pre�o dos combust�veis� no mercado internacional. �Durante todo esse per�odo a Petrobras teve uma despesa muito grande subsidiando o pre�o dos combust�veis. A partir de um determinado momento houve uma pequena melhora com a redu��o do pre�o do petr�leo, mas mesmo assim esse aumento era necess�rio�, analisa. �Foi uma medida correta, mas vinda com atraso. Devera ter sido feito antes de julho, aproximadamente.� Leite tamb�m afirma que a medida ter� impactos sobre a infla��o. �Sob o ponto de vista da infla��o, � um impacto negativo, mas era necess�rio para a sobreviv�ncia da empresa.�
Do G1, em S�o Paulo
Por:Karina Trevizan
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