Campo Grande (MS), Quinta-feira, 23 de Julho de 2026

Alta da energia elétrica volta a impactar na inflação de Campo Grande

05/05/2015

08:50

JE


IPC/CG de abril, divulgado pela Anhanguera-Uniderp, fecha em 1,12% e infla��o acumulada fica em 8,64%.


Divulga��o

Pelo segundo m�s consecutivo o aumento de pre�o da energia el�trica refletiu na infla��o do campo-grandense. Em abril, o �ndice de Pre�os ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo N�cleo de Pesquisas Econ�micas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou em 1,12%, �ndice menor em 0,13% na compara��o com mar�o de 2015, mas ainda alto. Se confrontado apenas entre os meses de abril, um percentual t�o elevado n�o era registrado desde 2011, quando chegou a 1,55%. 

O coordenador do N�cleo de Pesquisas Econ�micas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, explica que o aumento de 18,45% no pre�o da energia el�trica refletiu no grupo Habita��o. �O �ndice deste grupo fechou em 3,30%, o que impactou fortemente no �ndice geral de infla��o, ajudada tamb�m pelo grupo Alimenta��o�, considera o professor. 

Al�m do grupo Habita��o, com varia��o de 3,30%, no qual est� inserida energia el�trica, tiveram infla��es os grupos: Alimenta��o (0,49%), Despesas Pessoais (0,47%) e Sa�de 0,18%. Com defla��es tivemos os grupos: Transportes (-0,29%), Educa��o (-0,30%) e Vestu�rio (-0,41%). 

Para os pr�ximos meses a expectativa do pesquisador � que a infla��o em Campo Grande comece a recuar, �pois parece n�o haver nenhum pre�o administrado pelo governo que dever� sofrer reajuste e o �ndice do grupo Alimenta��o tamb�m come�a a diminuir devido � melhoria de fatores clim�ticos que afetam os pre�os de produtos desse grupo�, diz Souza. 

Infla��o acumulada � A infla��o acumulada em 12 meses na cidade est� em 8,64%, j� muito acima do topo da meta inflacion�ria estabelecida pelo Conselho Monet�rio Nacional (CMN) para o ano de 2015, que � de 6,5% e muito al�m do centro da meta que � de 4,5%. Neste per�odo as maiores infla��es acumuladas na Capital, por grupo, foram: Habita��o 12,83% e Transportes 10,30%. Al�m disso, tr�s grupos est�o com �ndices inflacion�rios acumulados bastante altos. S�o eles: Despesas Pessoais 8,32%, Educa��o 8,29% e Alimenta��o 8,18%. 

Em 2015 destacam-se, com as maiores infla��es acumuladas, os grupos: Habita��o 9,56%, Educa��o 7,89% e Transportes 7,13%, com infla��es acumuladas superiores � infla��o acumulada de 2015, de 5,64%. Dois grupos est�o com defla��es: Vestu�rio (-1,34%) e Sa�de (-0,07%). 

Os mais e os menos do IPC/CG � Os respons�veis pelas maiores contribui��es para a infla��o do m�s de fevereiro foram: energia el�trica (0,94%), autom�vel novo (0,06%), alcatra (0,05%), t�nis (0,03%), tomate (0,03%), costela (0,03%), sab�o em p� (0,02 %), aluguel apartamento (0,02 %), pilha (0,02 %) e pescado fresco (0,02 %).

J� os itens que mais ajudaram a segurar a infla��o nesse per�odo, com contribui��es negativas foram: batata (-0,07%), diesel (-0,04%), etanol (-0,04%), blusa (-0,03%), ovos (-0,02%), papelaria (-0,02%), cal�a comprida (-0,02%), p�o franc�s (-0,02%), bebidas n�o alco�licas (-0,02%) e gasolina (-0,01%). 

Segmentos

O grupo Habita��o apresentou uma grande eleva��o, fechando em 3,30% em rela��o ao m�s anterior. Alguns produtos/servi�os deste grupo que sofreram majora��es de pre�os foram: energia el�trica (18,45%), carv�o (11,77%), pilha (8,14%), entre outros com menores aumentos. Quedas de pre�os ocorreram com: forno microondas (-11,14%), l�mpada (-1,38%), detergente (-1,32%), entre outros.

O �ndice de pre�os do grupo Alimenta��o, no m�s de abril de 2015, apresentou alta moderada em rela��o ao m�s anterior, da ordem de 0,49%. Os maiores aumentos de pre�os que ocorreram em produtos desse grupo foram: abacaxi (37,90%), lim�o (16,27%), tomate (15,59%), entre outros. Fortes quedas de pre�os ocorreram com os seguintes produtos: abobrinha (-37,55%), chuchu (-21,77%), batata (-18,94%), entre outros. 

Tais varia��es s�o explicadas pelo coordenador do N�cleo de Pesquisas Econ�micas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza. �O grupo Alimenta��o sofre muita influ�ncia de fatores clim�ticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de pre�os ao t�rmino da safra, outros diminuem de pre�os quando entram na safra. Quando o clima � desfavor�vel h� aumentos de pre�os, ocorrendo quedas quando o clima se torna favor�vel�. 

A carne vermelha oscilou de pre�o mais uma vez. Dos quinze cortes de carne bovina pesquisados pelo NEPES da Anhanguera-Uniderp nove registraram alta. S�o eles costela (5,42%), alcatra (4,16%), patinho (4,02%), f�gado (3,77%), v�sceras de boi (3,39%), picanha (3,29%), peito (2 ,50%), fil� mignon (2 ,42%) e cox�o mole (2,34%). J� seis deles sofreram quedas de pre�os: paleta (-4,23%), cupim (-3,93%), lagarto (-2,64%), ac�m (-1,57%), contra-fil� (-0 ,57%), m�sculo (-0 ,30%). 

O frango resfriado teve aumento de pre�o de 1,89% e os mi�dos queda de 0,91%. Quanto � carne su�na, tiveram quedas de pre�os o pernil (-4,96%) e a costeleta (-2,95%). Aumento de pre�o ocorreu com a bisteca su�na, de 3,36%. 

O coordenador do N�cleo de Pesquisas Econ�micas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza afirma que, �devido � valoriza��o do d�lar frente ao real e a abertura de novos mercados, o pre�o desse produto pode n�o ceder como o esperado. Al�m disso, estamos entrando no per�odo da entressafra da carne bovina, per�odo esse de aumentos de pre�os do produto. Muitos consumidores certamente est�o migrando para carnes su�na ou de frango, que est�o com melhores pre�os�. 

Depois de ser um dos que mais contribu�ram para infla��o de mar�o, em abril o grupo Transportes teve uma queda em seu �ndice da ordem de -0,29%, devido �s redu��es de pre�os do etanol (-2,14%), diesel (-1,65%) e gasolina (-0,45%). Aumentos de pre�os ocorreram com carros novos (2,83%) e passagens de �nibus interestadual (0,10%). 

O grupo Educa��o tamb�m apresentou uma moderada defla��o -0,30%, devido a quedas de pre�os de produtos de papelaria. 

O grupo Vestu�rio seguiu o mesmo comportamento, fechando em queda de -0,41%. Aumentos de pre�os que ocorreram neste grupo foram: t�nis (3,63%), bermuda e short feminino (1,77%), vestido (1,52%), entre outros. Quedas de pre�os ocorreram com: sand�lia/chinelo masculino (-6,79%), sand�lia/chinelo feminino (-5,70%), sapato feminino (-2,60%), entre outros.

J� o grupo Despesas Pessoais apresentou alta de 0,47%. Alguns produtos/servi�os desse grupo que tiveram aumentos de pre�os foram: absorvente higi�nico (7,87%), papel higi�nico (3,69%), creme dental (3,09%), entre outros. Quedas de pre�os ocorreram com xampu (-0,77%) e sabonete (-0,12%). 

O grupo Sa�de tamb�m apresentou uma pequena infla��o: 0,18%. Os produtos/servi�os deste grupo que aumentaram de pre�os foram: analg�sico e antit�rmico (4,66%), antimic�tico e parasiticida (2,13%), vitamina e fortificante (0,70%), entre outros. J�, os produtos que tiveram quedas de pre�os foram: antial�rgico e broncodilatador (-1,10%), anti-inflamat�rio e antirreum�tico (-0,80%), anti-infeccioso e antibi�tico (-0,55%), entre outros. �Apesar de o governo ter autorizado, no m�s de abril, um reajuste de 7,7% em produtos/servi�os desse Grupo, ainda n�o tivemos o reflexo desse aumento no bolso do consumidor. Certamente esse aumento vir� futuramente�, analisa o pesquisador Celso Correia de Souza.

IPC/CG - O �ndice de Pre�os ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) � um indicador da evolu��o do custo de vida das fam�lias dentro do padr�o de vida e do comportamento racional de consumo. O �ndice busca medir o n�vel de varia��o dos pre�os mensais do consumo de bens e servi�os, a partir da compara��o da situa��o de consumo do m�s atual em rela��o ao m�s anterior, de fam�lias com renda mensal de 1 a 40 sal�rios m�nimos. A Universidade Anhanguera - Uniderp divulga mensalmente o �ndice de Pre�os ao Consumidor de Campo Grande.



Fonte: ASSECOM
Por: Cidiana Pellegrin





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