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| Familiares do professor de inform�tica Bruno Soares, assassinado em mar�o, protestam em frente ao F�rum durante a primeira audi�ncia do caso (Foto: Fernando Antunes) |
Familiares do t�cnico em inform�tica Bruno Soares da Silva, de 29 anos, morto no dia 16 de mar�o passado na escola Microcamp, onde ele trabalhava, protestaram hoje � tarde na frente do F�rum de Campo Grande, durante a primeira audi�ncia para ouvir o acusado pelo assassinato, Francismar C�mara Cardoso, a esposa e testemunhas do crime.
Com faixas e camisetas com a foto de Bruno Soares, a fam�lia chegou ao local por volta das 15 horas e permaneceu at� o final do dia. Neste per�odo, eles pediram justi�a. A tia e madrinha do rapaz assassinado, Marli Soares da Silva, 55 anos, disse que ainda estava de luto. �N�o teremos o nosso Bruno de volta, mas a justi�a dos homens vai amenizar a dor�, declarou.
A irm� da v�tima, Fernanda Soares, 25 anos, revelou que a fam�lia estava arrasada e que ele nunca foi estuprador. �Da pra ver no Facebook, onde todos os amigos postam fotos de saudades�, comentou ela, consternada.
Para a m�e, Arlete Soares da Silva, 59 anos, ficou provado pelo delegado durante a investiga��o que o filho �era muito brincalh�o e palha�o. O Francismar matou covardemente e n�o deu chance para meu Bruno�, declarou ela, emocionada, acrescentando que estaria em depress�o por conta da perda do filho.
Arlete Soares disse tamb�m que, se o acusado for condenado, deve pegar apenas oito anos de reclus�o. �Com tr�s a quatro anos ele sai da pris�o e n�s vamos chorar o resto da vida�, afirmou, revoltada.
Crime � O assassinato aconteceu �s 7h30 da manh�, no local de trabalho onde a v�tima atuava como supervisor. � uma escola de tecnologia localizada na Rua Maracaju, entre a 13 de Maio e a 14 de Julho, no Centro.
O criminoso chegou tranquilamente e perguntou por Bruno � recepcionista. Ele esperou por cerca de cinco minutos, saiu e foi at� o carro estacionado em frente, com placas de Belo Horizonte (MG), que segundo a Pol�cia foi alugado, mais um ind�cio de crime encomendado.
Quando voltou, o assassino j� encontrou a v�tima em uma das salas em frente da recep��o. Confirmou o nome do "alvo", tirou a arma, que parece ser uma carabina, escondida em uma manta, e atirou uma vez. Pelo tamanho da perfura��o no t�rax da v�tima, foi utilizado grosso calibre. Conforme a per�cia, a bala atingiu a axila esquerda, o que indica que Bruno ainda tentou se defender levantando o bra�o.
A morte n�o foi instant�nea. O professor ainda chegou a pedir �gua, j� ca�do no ch�o, mas morreu em seguida.
Motivo - O motivo para o crime teria sido vingan�a por suposto "crime contra a liberdade sexual", contra uma colega de trabalho do professor de Bruno Soares.
Em Boletim de Ocorr�ncia, registrado no in�cio de mar�o, a mulher de Francismar, 31 anos, garantiu ter sido abordada por Bruno em um ponto de �nibus na Rua Maracaju e levada para um corredor abandonado onde acabou molestada. Na mesma noite, ela retornou para a escola, onde diz ter sido amparada por outras funcion�rias. A mulher tamb�m afirmou em depoimento que contou a hist�ria ao diretor e pediu afastamento do emprego.
O caso teria ocorrido no dia 23 de fevereiro, mas ela s� procurou a Pol�cia no dia 6 de mar�o. Outros Boletins de Ocorr�ncia contra Bruno foram registrados pelo mesmo motivo, mas o delegado preferiu n�o detalhar o teor.
A irm� da mulher, que ter� a identifica��o preservada, contou que a fam�lia desconhecia o caso e suspeita que a hist�ria tenha sido escondida para evitar uma rea��o violenta do marido.
O esposo, identificado como Francismar C�mara, ficou sabendo no fim de semana e resolveu �acertar as contas�.
Fonte: campograndenews
Por: Antonio Marques e Paula Maciulevicius
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/familia-do-professor-de-informatica-assassinado-protesta-em-frente-ao-forum