Campo Grande (MS), Segunda-feira, 27 de Julho de 2026

“Acabou a novela”: Proteco mobilizou 1º escalão para “garfar” Aquário

21/07/2015

13:45

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Obra do Aqu�rio do Pantanal est� em nome da Egelte, mas � executada desde mar�o de 2014 pela Proteco. (Foto: Arquivo)

O m�s de fevereiro de 2014, principalmente �s v�speras do Carnaval, foi fren�tico para o propriet�rio da Proteco Constru��es Ltda, Jo�o Alberto Krampe Amorim dos Santos. O alvo era �abocanhar� o Aqu�rio do Pantanal, obra milion�ria do governo do Estado executada pela Egelte Engenharia em Campo Grande. O desfecho foi comemorado no m�s seguinte: �Acabou a novela�, diz Amorim, ap�s mobilizar o primeiro escal�o do governo

Conforme investiga��o da PF (Pol�cia Federal), Amorim, apontado como o operador de esquema de fraudes em licita��es alvo da opera��o Lama Asf�ltica, entrou em cena para movimentar autoridades e servidores em prol de seus interesses pessoais. O resultado foi que em 28 de fevereiro de 2014, o contrato entre a Egelte ganhou aditivo de R$ 21 milh�es e no m�s seguinte, o governo j� confirmava a subcontrata��o da Proteco para um �mutir�o c�vico�, que levaria o t�rmino da obra em outubro do ano passado. Apesar do refor�o, a obra segue inconclusa nos altos da avenida Afonso Pena.

Os bastidores da chegada da Proteco ao canteiro de obras, onde hoje det�m contratos de R$ 125 milh�es, � mostrado em telefonemas de Jo�o Amorim para o ent�o secret�rio estadual de Obras, Edson Giroto, cuja mans�o foi um dos locais onde a PF (Pol�cia Federal) cumpriu mandado de busca e apreens�o; o ent�o secret�rio de Governo, Osmar Jeronymo; e servidores da Agesul (Ag�ncia Estadual de Gest�o de Empreendimentos), incluindo do fiscal da obra at� procurador.

As grava��es mostram que a negocia��o n�o foi f�cil e a dire��o da Egelte resistiu. No dia 27 de fevereiro, Jo�o Amorim relata a Giroto a dificuldade de di�logo com a empresa que venceu a licita��o para construir o Aqu�rio. �O Eg�dio � dificilzinho viu Giroto�, afirma Amorim. O ex-secret�rio orienta que � preciso ter �calma na cabe�a�. O termo aditivo acrescendo R$ 21 milh�es ao valor da obra foi publicado no dia seguinte no Di�rio Oficial do Estado. Eg�dio Vilani Comin � propriet�rio da Egelte.

Jo�o Amorim (camisa listrada) � apontado
 como lider de esquema de fraudes em licita��es
 (Foto: Marcos Erm�nio)

Antes, em 20 de fevereiro, a liga��o � de Amorim para Osmar Jeronymo. O secret�rio de Governo pergunta quando o empres�rio consegue �entrar� na obra. A reposta � que � depois do Carnaval.

O ingresso da Proteco, que passaria a ser a empreiteira de fato, enquanto a Egelte seria a de direito foi comemorada por Jo�o Amorim em 9 de mar�o de 2014. Em telefonema para o s�cio e irm�o ele conta que a �acabou a novela�. Na conversa, ainda esclarece que fica tudo em harmonia e que a Proteco ser� subempreiteira de �tudo o que falta�.

Conforme a Pol�cia Federal, �em suma finalizaram-se as tratativas� onde Jo�o Amorim se aliou a Comiss�o Especial de Trabalho � equipe constitu�da pelo governador do Estado para cuidar da obra do Centro de Pesquisa e Reabilita��o da Ictiofauna Pantaneira. �Edson Giroto, secret�rio estadual de Obras P�blicas e de Transportes, Luiz M�rio Mendes Leite Penteado, fiscal de Obras P�blicas da Ag�ncia Estadual de Empreendimentos (Agesul), e o sr. Osmar Domingues Jeronymo, secret�rio de Estado da Casa Civil, atrav�s de press�es pol�ticas e amea�as, ludibriaram a lei de licita��es, transferindo extraoficialmente uma obra or�ada inicialmente em R$ 84 milh�es, para uma empreiteira de amigo�, aponta a PF.

De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da Uni�o), o Aqu�rio do Pantanal pode entrar em nova etapa da opera��o porque recebeu recursos por meio de conv�nio com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Um dos requisitos para an�lise de contratos � que a obra tenha verba de origem federal.

� for�a � For�ar passagem em obras j� conquistada por outras empresas faz parte do repert�rio de a��es do grupo investigado na Lama Asf�ltica. No dia 9 de julho, data da opera��o, o modo de agir da organiza��o foi citada pelo delegado Ant�nio Carlos Knoll em entrevista coletiva.

�Quando a empresa n�o ganha, tem outras formas. Dava o jeito de for�ar para que a empresa passasse a execu��o para quem n�o ganhou a licita��o. Logicamente, isso envolvia corrup��o para que possa ser executado�, afirmou o delegado. Na ocasi�o, ele n�o mencionou nem empresas nem obras.

Outro lado � A reportagem entrou em contato com a Proteco Engenharia, mas n�o havia ningu�m da dire��o que pudesse prestar informa��es. Telefonamos para o advogado de Edson Giroto, mas ele n�o atendeu a liga��o. A reportagem ligou para Osmar Jeronymo, que n�o atendeu. Os demais citados tamb�m foram procurados.



Fonte: campograndenews
Por: Aline dos Santos
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/-acabou-a-novela-proteco-mobilizou-1o-escalao-para-garfar-aquario


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