Campo Grande (MS), Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

Mulher destruiu estúdio e deu prejuízo de R$ 180 mil a dupla sertaneja

21/07/2015

15:10

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Fogo destruiu completamente est�dio de dupla sertaneja (Foto: Marcos Erm�nio)

�N�s perdemos tudo, o preju�zo foi total�, resume o m�sico Jo�o Wilson de Ara�jo sobre o inc�ndio que destruiu o est�dio que ele administrava com o irm�o e colega de dupla sertaneja Waldir Jorge de Ara�jo. Os dois, da dupla sertaneja Joilson e Waldir, calculam perdas de R$ 180 mil, sendo R$ 100 mil em equipamentos e ainda ter�o que arcar com a reforma do pr�dio, que � alugado.

Suspeita-se que Maria Aparecida Silveira, mulher de Waldir, tenha provocado as chamas por n�o aceitar a separa��o. Ela fugiu e ainda n�o foi encontrada.

Peritos estiveram no local no in�cio da tarde desta ter�a-feira (21) e encontraram vest�gios de que �lcool foi usado no crime, segundo Jo�o Wilson. �N�o temos mais nada. Vamos ter que trabalhar, buscar o apoio dos amigos, fazer um show beneficente para reabrir o est�dio. A dupla continua�, afirma Jo�o Wilson.

Havia mesas de som, equipamentos de ilumina��o, grava��o, reprodu��o e produ��o de CDs no local, al�m de viol�o, teclados, sanfona, harpa e outros instrumentos musicais. Todos esses materiais foram consumidos pelo fogo e est�o inutiliz�veis.

Joilson calcula preju�zo de R$ 100 mil
 (Foto: Marcos Erm�nio)

Altos e baixos � Joilson e Waldir, como s�o conhecidos no meio art�stico, come�aram a carreira na d�cada de 1980, ou seja, h� 29 anos, quando gravaram o primeiro LP. Eles se mudaram para Santo Andr�, no interior de S�o Paulo, em busca de melhores condi��es de alavancar o trabalho.

�Ficamos l� por 15 anos. Fizemos muitos bailes. Foi um princ�pio de sucesso, mas n�o conseguimos uma gravadora a n�vel nacional que tornasse nossa dupla reconhecida em outros estados�, conta Joilson.

A dupla interrompeu os projetos quando Waldir entrou em depress�o ap�s a primeira separa��o e a morte do irm�o ca�ula deles, que atuava como empres�rio da dupla.

�Voltamos para Campo Grande em 2006 por insist�ncia de nossa m�e. Meu irm�o n�o tinha estrutura emocional para subir ao palco�, relata o sertanejo.

Os dois sa�ram em busca de outros meios de ganhar a vida, sempre trabalhando juntos, apesar de abandonarem, por um momento, a carreira art�stica. Eles trabalharam como professores de inform�tica, corretores de seguro e vendedores de empr�stimo consignado.

Joilson conta que Waldir se recomp�s em 2009, quando passou a freq�entar a igreja. Eles ent�o resolveram retomar os trabalhos musicais sem deixar de lado os estudos. Assim, naquele ano, abriram o restaurante na Rua Bahia.

�Enquanto vend�amos pizza e sob�, toc�vamos para sermos reconhecidos e ganh�vamos dinheiro para sobreviver. Era nosso ganha-p�o. Separamos uma parte do espa�o e montamos um pequeno est�dio onde grav�vamos apenas m�sicas nossas�, conta Joilson.

H� um ano, os dois conseguiram financiamento do Governo Federal e come�aram a fazer faculdade de direito. Com isso, eles fecharam o estabelecimento e ficaram apenas com o est�dio. A meta era conciliar os estudos e usar a gravadora para produzir artistas locais e ganhar dinheiro.

S� que eles sequer come�aram a colocar a ideia em pr�tica. J� tinham conseguido quatro clientes e estavam prestes a come�ar a colocar o investimento para funcionar quando houve o inc�ndio e eles ter�o que recome�ar do zero.

Caixas de som queimadas pelo inc�ndio criminoso (Foto: Marcos Erm�nio)

Crime - Joilson relata que o irm�o flagrou a suspeita dentro do estabelecimento horas antes das chamas come�arem. Eles discutiram e ela deixou o local. "Eu troquei o cadeado, caso ela voltasse, mas parece que ela trouxe um chaveiro para arromb�-lo e entrar", relata o artista.

O caso foi registrado na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunit�rio) do Centro. As v�timas acreditam que empresas perto do local tenham sistema de monitoramento que podem ter filmado a a��o da mulher.



Fonte: campograndenews
Por: Ricardo Campos Jr.
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/mulher-destruiu-estudio-e-deu-prejuizo-de-rs-180-mil-a-dupla-sertaneja

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