Campo Grande (MS), Domingo, 26 de Julho de 2026

Entenda quem era quem na organização montada por Amorim, segundo a PF

22/07/2015

10:33

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Pol�cia pediu pris�o de 11, mas juiz negou


Casa do empres�rio Jo�o Amorim - Divulga��o


Os investigadores da Pol�cia Federal descreveram o nome e a fun��o de cada participante da organiza��o criminosa (como eles classificam) liderada pelo empres�rio Jo�o Amorim, dono da Proteco Constru��es Ltda., que comandava, segundo a pol�cia, servidores e empres�rios, em um esquema de favorecimento e desvio de verba. 

Segundo a Pol�cia Federal, as provas obtidas demonstram uma hierarquia comandada por Jo�o Amorim e seu conglomerado de empresas, que no entendimento da Pol�cia Federal, tem ainda a LD Engenharia. Em segundo lugar na lista aparece Elza de Ara�jo, classificada como bra�o-direito de Amorim e respons�vel pelas quest�es financeiras, incluindo pagamento de propinas e di�logos quando eram necess�rios contatos diretos com uma das diretoras da Secretaria de Obras, Maria Wilma Casanova.

A lista tamb�m cita R�mulo Tadeu Menossi, engenheiro-chefe da Proteco Constru��es Ltda., com a fun��o e gerenciar as medi��es fraudadas � Agesul, realizando contato com servidores corrompidos. H�lio Yudi, gerente de obras da Agesul, foi classificado como um dos principais respons�veis pelas fraudes da Proteco Constru��es Ltda., visto que assinava medi��es superfaturadas, designando fiscais escolhidos pela pr�pria Proteco Constru��es Ltda. para influenciar outros servidores e dar r�pido andamento aos processos de pagamentos.

Marcos Puga seria fiscal contratado terceirizado e o respons�vel por liberar as medi��es superfaturadas, recebendo propina para isso. J� Jos� Carlos Franco de Souza, na avalia��o dos investigadores, seria colaborador da organiza��o criminosa, ficando respons�vel por arrecadar propina dos empres�rios com contrato com o poder p�blico.

No relat�rio os policiais explicam que sempre que necess�rio Amorim contava com a ajuda do seu amigo, Jo�o Baird. Ele cita como exemplo o empr�stimo do Jato PPJJB, onde Andr� Puccinelli (PMDB) e Edson Giroto (PR) viajaram v�rias vezes, caracterizando vantagem indevida.

Pol�ticos tamb�m foram citados. Puccinelli foi descrito como muito cauteloso ao telefone, evitando contato direto com Amorim, embora, segundo os policiais, tenham sido obtidos elementos que demonstrem que ele recebeu propina da Gr�fica Alvorada.

O ex-deputado e secret�rio de Obras, Edson Giroto, tem, segundo a Pol�cia Federal, forte liga��o com Amorim e chegou a obrigar a Egelte a entregar a obra do Aqu�rio do Pantanal � Proteco Constru��es Ltda, al�m de ter viajado v�rias vezes no avi�o da organiza��o, configurando a vantagem indevida.

Maria Wilma Casanova tamb�m foi citada como integrante da organiza��o. Segundo investigadores, ela era respons�vel por aprovar e acelerar os pagamentos de medi��es superfaturadas.

Andr� Cance, secret�rio adjunto da Fazenda, tamb�m foi descrito como algu�m de forte liga��o com Amorim e homem de confian�a de Puccinelli. Na vis�o da Pol�cia Federal, era ele quem recebia as propinas direcionadas a Puccinelli.

A pol�cia tamb�m incluiu na organiza��o o servidor Beto Mariano, descrevendo-o como servidor da Agesul que tamb�m atuava nas fraudes relacionadas � Proteco Constru��es Ltda. Segundo os investigadores, a fiscal da Agesul, M�rcia Alvares, tamb�m atuava na organiza��o, sendo a preferida do grupo.

Os policiais tamb�m inclu�ram entre os participantes o servidor Edmir Fonseca. Segundo investiga��o, ele era o procurador jur�dico da Agesul, tendo como fun��o dar todo apoio jur�dico para que a Egelte fosse obrigada a entregar a obra do aqu�rio a Proteco Constru��es Ltda.

A fun��o de cada um foi descrita ap�s provas obtidas pelos policiais por meio de avalia��o dos contratos, via Controladoria-Geral da Uni�o, escutas telef�nicas e dilig�ncias, onde a Pol�cia Federal chegou a flagrar um dos participantes com dinheiro.

No entendimento da pol�cia, Jo�o Amorim comandava uma organiza��o criminosa especializada em direcionar licita��es e desviar dinheiro p�blico, pagando propina a servidor p�blico por meio da participa��o, dentre outros, do ex-governador Andr� Puccinelli e de Edson Giroto.

Os investigadores citam como exemplo de fraude a obra da Via Morena, na Duque de Caxias. Segundo investiga��o, a obra, que tinha a Moviterra como vencedora da licita��o, teve contrato reajustado em 39,3% depois que a Proteco Constru��es Ltda. assumiu o comando.

Segundo a CGU, o edital n�o aceitava cons�rcio e depois acabou republicando nova portaria, permitindo a uni�o entre duas empresas, tendo como objetivo, na avalia��o dos investigadores, incluir a Proteco como consorciada. Na investiga��o dos fiscais, h� fortes ind�cios de que algu�m da Agesul obrigou a empresa Moviterra a aceitar a parceria com a Proteco, sob pena de enfrentar problemas junto a Agesul, como atraso de pagamento, como constatado no contrato da Egelte com o Aqu�rio do Pantanal. Segundo os policiais, a parceria n�o funcionou e a Moviterra acabou deixando o cons�rcio, liberando a obra para Proteco Constru��es Ltda.

Os fiscais tamb�m citam como irregularidade a exig�ncia de apresenta��o de comprovante de recolhimento da garantia dias antes da realiza��o do certame, possibilitando, segundo a CGU, o conhecimento pr�vio de todas as poss�veis licita��es, o que poderia favorecer a realiza��o de conluios ou de press�es aos interessados.

Ao analisar os documentos a CGU concluiu que restri��es indevidas e ilegais tiveram claro intuito de direcionar o resultado da licita��o, pois provocaram a limita��o de empresas em condi��es de participar do certame.

Durante a avalia��o do contrato para pavimenta��o da MS-430 os fiscais da CGU encontraram preju�zo de R$ 1,7 milh�o s� no plantio de grama, decorrente do superfaturamento por conta do pagamento indevido de servi�o n�o realizado.

Nesta mesma obra eles identificaram dano ao er�rio com medidas pagas em quantidade e qualidade diversa do executado em campo, no valor de R$ 4.019.538,61, correspondente a 17,18% do contrato, de R$ 23.397.577,19.

Durante a Opera��o Lama Asf�ltica a Pol�cia Federal recolheu diversos contratos da Proteco Constru��es Ltda. com o governo do Estado e fez busca e apreens�o na Agesul, na resid�ncia e escrit�rio de Amorim e nas resid�ncias de Beto Mariano, Edson Giroto, Elza Ara�jo, H�lio Yudi, Marcos Puga, Maria Wilma, R�mulo Tadeu e M�rcia Cerqueira. Nesta nova fase a pol�cia quer saber se outros contratos tamb�m apresentaram desvio de verba. Na primeira fase, tr�s contratos foram analisados e, dos R$ 45 milh�es, foram constatados R$ 11 milh�es de desvio.



Fonte: Midiamax
Por: Wendell Reis
Link Original: http://www.midiamax.com.br/politica/entenda-quem-era-quem-organizacao-montada-amorim-segundo-pf-267283

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