Campo Grande (MS), Segunda-feira, 27 de Julho de 2026

Ex-diretor do HU e mais sete viram réus por fraude de R$ 2,3 milhões

06/08/2015

10:36

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Jos� Carlos Dorsa � apontado como um dos principais articuladores da quadrilha (Foto: Arquivo)
Duas den�ncias do NCC(N�cleo de Combate � Corrup��o) do MPF/MS (Minist�rio P�blico Federal) contra os oito investigados na Opera��o Sangue Frio, foram aceitas pela Justi�a. A opera��o, deflagrada em 2013, apontou que os envolvidos teriam cometido irregularidades no Hospital Universit�rio Maria Aparecida Pedrossian (NHU/UFMS), que causaram preju�zos aos cofres p�blicos no valor de R$ R$ 2.311.081,89.

Entre os acusados est� o ex-diretor geral do Hospital Universit�rio/UFMS, Jos� Carlos Dorsa Vieira Pontes, que reponde pelos crimes de falsifica��o de documento particular, uso de documento falso, peculato (quando servidor p�blico se apropria de valores ilegais), forma��o de quadrilha e fraude em licita��o.

Para o MPF, Jos� Carlos era um dos principais articuladores da quadrilha. Os outros r�us s�o servidores p�blicos, empres�rios e funcion�rios de empresas particulares.

O MPF tamb�m ajuizou duas a��es de improbidade, buscando a responsabiliza��o pelas irregularidades e o ressarcimento do preju�zo causado aos cofres p�blicos.

Fraudes - A investiga��o do MPF(Minist�rio P�blico Federal, Pol�cia Federal) e CGU(Controladoria Geral da Uni�o) revelou fraude na licita��o promovida pelo Hospital Universit�rio em 2009, na modalidade preg�o eletr�nico (n� 245/2009), para a contrata��o de empresa prestadora de servi�os de perfusionista, que � o profissional respons�vel pelos equipamentos que garantem o funcionamento correto do organismo do paciente durante o procedimento cir�rgico, al�m de assessoria t�cnica em estimula��o card�aca artificial e demais procedimentos cardiovasculares de alta complexidade.

O edital foi direcionado, de forma que a empresa Cardiocec foi a �nica a apresentar proposta de pre�os, a um custo anual de R$ 180.000,00. A investiga��o revelou que o dono da empresa era, na realidade, Jos� Carlos Dorsa, que se valia de �laranjas� para administr�-la. Al�m da fraude na licita��o, o contrato n�o possu�a crit�rios objetivos para a fixa��o dos pre�os, de modo que a Cardiocec recebia mensalmente R$ 15.000,00, a rigor, mesmo que n�o tivesse sido realizado qualquer procedimento. Al�m disso, os pre�os eram superfaturados em at� 400%. Esta fraude perdurou de 2009 at� janeiro de 2014.

As investiga��es tamb�m revelaram que em 2011 houve fraude na licita��o que se destinava � aquisi��o de �rteses e pr�teses utilizadas em procedimentos card�acos. Por determina��o de Jos� Carlos Dorsa, a licita��o foi revogada e substitu�da por contrata��o emergencial, em processo totalmente fora das normas legais, e que foi direcionado para que a empresa Cardiopira fosse a escolhida.

Como nem todos os materiais foram adquiridos na contrata��o emergencial, os r�us promoveram o preg�o n� 36/2011. Novamente, a empresa Cardiopira foi a escolhida para fornecimento dos bens, no valor total de R$ 1.509.185,00. A fraude, nesta etapa, consistiu na aquisi��o dos materiais em quantidades acima da necessidade do hospital, com pre�os superfaturados. A empresa Cardiopira repassava os valores desviados aos membros da organiza��o criminosa.



Fonte: campograndenews
Por: Luana Rodrigues
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/ex-diretor-do-hu-e-mais-sete-viram-reus-por-fraude-de-rs-2-3-milhoes

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