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| Na UPA Coronel Antonino, pacientes reclamam da espera para as consultas (Foto: Marcos Erm�nio) |
Uso exclusivo de recursos municipais no PAI (Pronto Atendimento Infantil) puxou aumento no montante injetado pela prefeitura na sa�de. Balancete do primeiro semestre mostra que a quantia passou de R$ 155,9 milh�es em 2014 para R$ 203 milh�es em 2015. Por outro lado, os investimentos n�o reduzem reclama��es ou escondem a crise no setor, que teve 132 mortes nas UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centros Regionais de Sa�de) de janeiro a junho.
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Para a popula��o, sa�de na Capital ainda deixa a desejar (Foto: Marcos Erm�nio)
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As tabelas com os valores gastos foram publicadas na sexta-feira (31) e republicadas hoje por incorre��es em alguns dados. O levantamento mostra que neste ano o munic�pio empregou 28,48% da receita nessa �rea, quando o m�nimo estabelecido por lei � 15%.
O percentual � um pouco maior que os 22,27% correspondentes ao mesmo per�odo do ano passado, conforme as tabelas anteriores.
Ivan Jorge Cordeiro, adjunto da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finan�as e Controle), explica que o PAI est� impedido de receber verbas do SUS por conta de algumas irregularidades apontadas. Para mant�-lo funcionando, a prefeitura desembolsa em m�dia R$ 1,5 milh�o por m�s.
O Conselho Municipal de Sa�de afirma que o pr�dio, onde funcionava o Hospital El Kadri, n�o tem a estrutura necess�ria para atender � legisla��o vigente. A entidade atualmente se posiciona pela manuten��o do servi�o, mas em outro lugar.
Por meio da assessoria, a prefeitura afirma que toda a documenta��o para o funcionamento do pronto atendimento e consultas especializadas est� regular. Foram negados os alvar�s para amplia��o e transforma��o do centro em um hospital.
Cordeiro explica que este n�o � o �nico motivo para o incremento nos investimentos em sa�de. Segundo ele, a gest�o passada investiu pouco no setor at� deixar a administra��o em mar�o, o que acabou refletindo nos n�meros registrados no fechamento daquele semestre.
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| Porteiro foi at� a UPA ap�s sofrer acidente de moto e reclama do atendimento "pela quantidade de impostos que pagamos, n�o est� legal" (Foto: Marcos Erm�nio) |
Quantidade e qualidade � A pedagoga Lilian Ross Santos, 35 anos, foi at� a UPA Coronel Antonino levar a m�e de 93 anos que estava passando mal. Para ela, a sa�de em Campo Grande n�o est� nada bem e sobram motivos para reclama��es.
�Eu acho que essa hist�ria de mais investimentos � mentira. O atendimento � demorado. H� alguns dias eu procurei atendimento e o posto estava lotado, tinha gente desmaiando e deitada no ch�o. Eu tive que ir embora�, afirma.
O porteiro Orani Garcia Freire, 38 anos, sofreu um acidente de moto e tamb�m procurou essa unidade. �Est� pior por causa das greves. Os funcion�rios da sa�de n�o s�o valorizados e quem paga o pago � a gente. Pela quantidade de impostos que pagamos, n�o est� legal�, pontua.
J� o motorista Romeu Rolim, 39 anos, diz que a triagem � r�pida, o problema est� na consulta. �Temos que esperar a boa vontade do m�dico�, afirma.
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Para motorista, triagem � r�pida, mas unidades pecam na espera pela consulta (Foto: Marcos Erm�nio) |
Caos � O coordenador de Urg�ncias e Emerg�ncias da Sesau, Frederico Garlipp, divulgou hoje os n�meros de pacientes que n�o resistiram e faleceram nas unidades de sa�de do munic�pio. Por�m, segundo ele, o n�mero n�o quer dizer que haja neglig�ncia de atendimento.
�A maioria desses pacientes que fazem parte da nossa estat�stica de mortes nas UPAs e CRS j� chegam nas unidades em parada cardiorrespirat�ria ou at� mesmo sem vida. Grande parte dos casos � demanda espont�nea�, pontua.
O n�mero, segundo Garlipp, � inclusive menor que os registrados nos mesmos per�odos de anos anteriores. Em 2014 foram 174 �bitos; em 2013 foram 278 e em 2012 foram 322 de janeiro a junho.
�Somente neste ano j� foram 560.411 pacientes atendidos nas UPAs e CRS. N�s estamos trabalhando hoje com uma verba �nfima, com poucos repasses do Governo Federal�, relata o coordenador.
�A UPA tem respiradores e monitores card�acos. Nos CRS j� n�o tem, mas quando acontece de entubar o paciente, j� arrumamos vagas em outras unidades ou transferimos para uma UPA�, diz Garlipp. �Essas pessoas que morreram nas unidades iam morrer tanto dentro do hospital como dentro da UPA. Em alguns casos, � prefer�vel que eles fiquem nas unidades do que em qualquer outro lugar�.
Fonte: campograndenews
Por: Ricardo Campos Jr.
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/capital-eleva-gastos-com-saude-mas-nao-impede-132-mortes-em-postos