Campo Grande (MS), Terça-feira, 28 de Julho de 2026

Lutador chora em depoimento na 1ª audiência sobre assassinato em hotel

17/08/2015

15:55

JE

Rafael chegou � audi�ncia algemado e chorou no depoimento da testemunha de defesa. (Foto: Marcos Erm�nio)

A primeira audi�ncia sobre o caso do lutador de Jiu Jitsu, Rafael Martinelli Queiroz, 27 anos, que matou o engenheiro eletricista Paulo C�sar de Oliveira, em um hotel de Campo Grande, no dia 18 de abril deste ano, aconteceu na tarde desta segunda-feira (17), e ficou marcado pelas palavras de tr�s testemunhas de acusa��o que lembraram a crueldade do crime. O acusado acompanhou a audi�ncia e chorou no momento em que a �nica testemunha de defesa lembrou do filho que sua namorada est� esperando.

As testemunhas de acusa��o foram a propriet�ria e uma funcion�ria do hotel onde tudo aconteceu, al�m do policial militar que fez a primeira abordagem ao acusado. J� a testemunha de defesa, o presidente da Federa��o de Jiu Jistu Desportiva de Mato Grosso do Sul, F�bio Rocha, 38 anos, que organizou o evento em que Rafael iria participar, contou como foram os fatos naquele dia.

�Ele chegou com a namorada ao C�rculo Militar, local do evento, �s 18h daquele dia. Me procurou e perguntou o que ele estava fazendo ali, eu estranhei e disse que ele tinha vindo para lutar. Ele estava alterado e pedi � sua namorada que levasse ao hotel para que descansassem porque o evento s� aconteceria mais tarde. Logo mais, �s 20h, ele retornou ao C�rculo Militar com as m�os cobertas de sangue perguntando quem era o cara. Achei que havia acontecido algum acidente e levei ele ao banheiro. Quando sai, vi os policiais dizendo que ele havia cometido um assassinato. Depois veio a pris�o�, contou F�bio.

O professor de Jiu Jitsu disse ainda que ficou bem assustado ao saber do que aconteceu, porque Rafael era um lutador de renome, muito educado e nunca teve antecedentes criminais desde 2008, quando come�ou sua carreira.

Ele alega que naquele dia o jovem estava diferente. �Ele falava coisa com coisa e o amigo dele que o trouxe de carro at� a cidade disse que durante a viagem ele j� aparentava estar alterado. N�o apresentava sinais de embriagues ou estar sob efeito de drogas, para mim foi um surto psic�tico�, afirmou.

Questionado a respeito de sua rela��o com Rafael, F�bio falou que eles sempre conversavam pelas redes sociais. Lembrou que o lutador pedia para participar dos campeonatos para ganhar dinheiro e cuidar do filho, que a namorada estava esperando. Neste momento, Rafael sentado no banco dos r�us come�ou a chorar, levantava e abaixava a cabe�a olhando a todos do recinto.

O comandante do T�tico da Pol�cia Militar do Centro, sargento Rodson Cleiver Viana da Cruz, falou como foi a abordagem policial. �Encontramos ele dentro de um dos c�modos do C�rculo Militar e pedimos para que ele sa�sse. Em seguida ela saiu falando coisas desconexas e pediu para que f�ssemos ao hotel ver o que tinha acontecido. Quando cheguei no hal do hotel j� vi o corpo estendido no ch�o. Nesta hora pedi apoio a mais seis policiais para prender Rafael, devido � for�a demostrada no crime. Houve dificuldade de coloc�-lo na viatura�, explicou.

Outras seis testemunhas ser�o ouvidas no Estado de S�o Paulo por carta precat�ria at� novembro. Duas s�o de acusa��o: o amigo e uma mulher que trouxeram Rafael � Campo Grande carro; outras seis s�o de defesa incluindo a namorado do acusado. Logo depois, o acusado presta depoimento e vem a decis�o do juiz, que decide se o leva � j�ri popular.

Advogada de defesa pediu exame de sanidade mental do acusado, mas resultado ainda n�o saiu. (Foto: Marcos Erm�nio)

A advogada de defesa, F�bia Favaro, pediu ao magistrado pela segunda vez a liberdade provis�ria do acusado, que foi negada novamente. �Negaram devido � viol�ncia demostrado no crime. Ent�o entramos com um pedido no STJ (Superior Tribunal de Justi�a) porque o Rafael n�o tem antecedentes criminais, possui n�vel superior e resid�ncia fixa�, apontou a advogada.

Segundo ela, exames apontaram que Rafael n�o estava sob efeito de �lcool ou drogas no dia do crime. Mas, ele estava tomando medicamentos controlados. Por isso, a defesa pediu o exame que ir� testar a sanidade mental de Rafael. �Queremos saber at� que ponto os rem�dios podem ter afetado o estado psicol�gico dele, pois ele alega n�o se lembrar de nada do que ocorreu, somente se lembra do momento em que j� estava no pres�dio�, comentou F�bia.

As outras testemunhas de acusa��o sa�ram da sala de depoimento sem falar com a imprensa. Rafael est� preso em cela especial por ter curso superior. Ele est� respondendo pelos crimes de homic�dio quilificado por motivo torpe, les�o corporal e resist�ncia � pris�o.




Fonte: campograndenews
Por: Alan Di�genes
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/lutador-chora-em-depoimento-na-1a-audiencia-sobre-assassinato-em-hotel


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Jornal Correio MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: