Campo Grande (MS), Sábado, 25 de Julho de 2026

TRÊS LAGOAS| Após visita técnica, doutor em Ecologia da UFMS afirma que retirar as capivaras da Lagoa Maior não é a solução

05/09/2017

11:47

JE

O mais indicado � fazer o controle da popula��o por meio de vasectomia dos machos dominantes

� Divulga��o
Ap�s dois dias de observa��o, o pesquisador e doutor em ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Campo Grande, Gustavo Rodrigues, que veio a Tr�s Lagoas a pedido da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agroneg�cio (SEMEA), deu alguns pareceres importantes no que se trata do manejo das capivaras que habitam a Lagoa Maior, como: n�o retirar parte dos animais e, ainda, utilizar-se de vasectomia para esterilizar os machos dominantes.

Segundo Celso Yamaguti, secret�rio da pasta, o estudioso vem pesquisando e monitorando h� dois anos as capivaras que vivem na �rea urbana da capital sul-mato-grossense. �Por conta disso, podemos dar cr�dito e confian�a ao parecer dele, afinal tem conhecimento t�cnico e de campo no que se trata do manejo de capivaras. Essa a��o, na realidade, nada mais � do que uma orienta��o profissional para as nossas a��es at� que o Plano de Manejo das Lagoas se torne realidade�, explica.

O QUE FOI IDENTIFICADO

Conforme o doutor em ecologia, foi definido quatro frentes, sendo que a primeira se trata de entender melhor a situa��o real dos animais, tomando por base a contagem realizada pela pr�pria Prefeitura que estima cerca de 150 a 160 capivaras entre adultos e filhotes. �Realizamos uma nova contagem e chegamos a n�mero muito parecido, al�m ainda de, por alto, termos conseguido distinguir a exist�ncia de at� cinco grupos�, explica.
� Divulga��o
Visto isso, Gustavo alega que se a lagoa tem essa quantidade de animais � porque o ambiente comporta esse n�mero, ou seja, h� uma harmonia entre o que a natureza prov� e o que os animais consomem. �Se o gramado melhorar, a quantidade aumenta, do contr�rio, diminui, por�m creio que fique nesse n�mero�, ressalta.

A segunda frente sugerida � criar m�todos de controlar a natalidade desses grupos, e o mais indicado � realizar a vasectomia dos machos dominantes e, com isso, diminuir a popula��o em longo prazo. �A vasectomia n�o impede os animais de copularem, pois isso � apenas uma t�cnica que impede a chegada do espermatozoide, n�o retirando o libido e o instinto de reprodu��o das capivaras, afinal nem o macho, nem as f�meas perceber�o essa esteriliza��o�, explica.

J� a terceira frente foca em evitar atropelamentos. �Isso j� era uma a��o prevista pela Administra��o, afinal estamos providenciando placas que alertam a presen�a desses animais e do risco eminente de atropelamento, al�m, ainda, de a Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Tr�nsito [SEINTRA] ter instalado diversas lombadas na Avenida Aldair Rosa de Oliveira a fim de controlar a velocidade que os carros trafegam pela via�, explica Celso.
� Divulga��o
Al�m disso, Gustavo indica que seja feita uma identifica��o mais precisa dos pontos de maior risco de atropelamento e criar mecanismos de alerta e conscientiza��o sobre qual o risco para a integridade das pessoas e dos animais que aquela �rea representa. 

A quarta e �ltima frente seria a educa��o ambiental, mostrando a necessidade de preservar e as a��es que est�o sendo feitas. �� importante divulgar isso maci�amente, pois a partir do momento em que a popula��o tem real ci�ncia do que est� ocorrendo, ela passa a tomar provid�ncia no sentido de preservar�, enfatiza Gustavo.

RETIRAR OS ANIMAIS � UMA SOLU��O?

A resposta para esse questionamento, conforme o doutor em Ecologia �: n�o! �Pois, temos experi�ncias em outros locais do pa�s que n�o deram certo. Isso porque quando se retira uma quantidade grande de animais, al�m do custo financeiro, h� a problem�tica de encontrar outro local para que essas sejam levadas�, explica.

Mais do que isso, o problema maior se trata do fato de quando h� a retirada maci�a de animais, o ambiente continua produzindo alimento para a quantidade a qual ele se adaptou, ou seja, aumenta as �reas de pastagem. �Por exemplo, se retirarmos 1/3 das capivaras, o ambiente continua entendendo que h� 150 e n�o 100 animais. Com isso, h� a possibilidade de um desenvolvimento melhor e mais r�pido. As f�meas, por exemplo, reconhecendo isso, acabam por entender que se h� mais alimento, h� melhores condi��es de se reproduzirem�, diz.

Sendo assim, a estimativa � que dentro de um ou dois anos essa popula��o se recupere e, at� mesmo, possa se tornar ainda maior. Outro ponto � que a retirada deixaria espa�os vagos, o que pode atrair novos bandos locais para reocupar. �H� ainda a quebra do link entre parasitas e hospedeiros, como ocorreu em algumas cidades de S�o Paulo e Minas Gerais, onde ap�s a retirada desses animais ocorreu o aumento do n�mero de carrapatos na popula��o, pois deixaram de acometer as capivaras e passaram a atacar os humanos�, finaliza.

�Munidos dessas informa��es, vamos tra�ar planos, com devida autoriza��o do IMASUL, para que possa ser feito o melhor manejo poss�vel desses animais, pois � uma preocupa��o direta do prefeito Angelo Guerreiro e da SEMEA. Gra�as ao conhecimento do Gustavo, foi poss�vel visualizar o que para n�s estava obscuro, agradecemos imensamente a disposi��o dele em vir at� aqui para nos passar essas orienta��es�, comenta Celso Yamaguti.

CUSTOS DA VISITA

A vinda do pesquisador e mais uma t�cnica quase n�o teve custo, sendo que os mesmos n�o cobraram nenhuma di�ria para fazer essa visita e a Prefeitura pagar� apenas dois pernoites, transporte e a refei��o deles durante a estadia.

Fonte: ASSECOM

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Jornal Correio MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: