Onde foram notificados casos da doen�a, monitoramento dos flebotom�neos � feito por tr�s dias consecutivos por meio de armadilhas
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A Secretaria Municipal de Sa�de (SMS) de Tr�s Lagoas, por meio do Setor de Entomologia da Diretoria de Vigil�ncia em Sa�de e Saneamento, realiza periodicamente o monitoramento da presen�a de flebotom�neos, que s�o os vetores transmissores da leishmaniose.
O monitoramento � feito por meio de armadilhas tipo CDC, da sigla em ingl�s � �Centers on Diseases Control and Prevention� - que significa Centro de Controle e Preven��o de Doen�as. Estas armadilhas s�o colocadas, por tr�s dias consecutivos, no interior e na �rea externa das casas ao entardecer, para serem retiradas ao amanhecer, nas localidades onde foram registrados casos notificados como suspeitos de leishmaniose.
As esp�cies de insetos, capturadas pelas armadilhas CDC s�o recolhidas e levadas ao Laborat�rio do Setor de Entomologia para a devida identifica��o, como informou a diretora de Vigil�ncia em Sa�de e Saneamento da SMS, bi�loga, bioqu�mica e sanitarista Georgia Medeiros de Castro Andrade.
Ela explicou que, �o monitoramento entomol�gico, �rea da biologia que estuda e identifica os insetos, tem por objetivo conhecer a distribui��o sazonal e abund�ncia relativa das esp�cies de flebotom�neos, presentes em Tr�s Lagoas, para estabelecermos tamb�m qual o per�odo mais favor�vel de transmiss�o de doen�as�.
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Por exemplo, em bairros onde foi constatada a notifica��o de casos suspeitos ou confirmados, �as armadilhas s�o colocadas antes da borrifa��o de bloqueio qu�mico, para verificar o �ndice de infesta��o do fleb�tomo, vetor da leishmaniose�, explicou a diretora da SMS.
�Ap�s 30, 60 e 90 dias do bloqueio qu�mico realizado naquela �rea, as armadilhas s�o de novo instaladas nos mesmos locais para o acompanhamento dos resultados da a��o do inseticida ali aplicado, ou seja, se valeu ou n�o a pena realizar o bloqueio qu�mico nessa determinada �rea�, completou a bi�loga Georgia.
As armadilhas funcionam com energia el�trica e possuem ilumina��o, atraindo os insetos, que ficam presos ao se aproximar. Elas v�o funcionar por tr�s noites consecutivas, ap�s o anoitecer. Na manh� seguinte, a equipe de Agentes de Endemias vai at� o local onde as armadilhas foram instaladas para retirar os mosquitos, os �fleb�tomos�� ou �mosquitos palha�, como tamb�m s�o popularmente denominados.
Em Tr�s Lagoas, como foi divulgado no recente Boletim Epidemiol�gico, no acumulado do ano de 2018, houve registro de 171 casos notificados, suspeitos de leishmaniose. Desse total, cinco foram confirmados positivos e 166 obtiveram resultado negativo, portanto, foram descartados.
No acumulado de 2017, dos 131 casos notificados e suspeitos de leishmaniose, 15 foram positivos e 116 negativos.
ASSECOM