Campo Grande (MS), Domingo, 26 de Julho de 2026

DOURADOS| Cifra Negra: Operação cumpre 10 mandados de prisão contra vereadores no município

05/12/2018

17:51

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�DIVULGA��O
Deflagrada na tarde desta quarta-feira (5) em Dourados, cidade distante 225 quil�metros de Campo Grande, a Opera��o Cifra Negra busca cumprir 10 mandados de pris�o e um de busca e apreens�o. Entre os presos est�o tr�s vereadores e um ex-vereador.

A opera��o � coordenada pela 16� Promotoria de Justi�a de Dourados e a 2� Delegacia da Pol�cia Civil da cidade. Um dos alvos da a��o foi a C�mara Municipal da cidade. Acompanharam o cumprimento dos mandados o promotor Ricardo Rotunno e o delegado Francis Fl�vio Tadano Freire.

De acordo com o Dourados News, foram presos os vereadores Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ram�o (MDB) e Pedro Pepa (DEM), o ex-vereador Dirceu Longhi e o ex-funcion�rio da C�mara Hamilton Salinas.

Segundo o MP-MS (Minist�rio P�blico Estadual), a opera��o � desdobramento das a��es Telhado de Vidro e Argonautas e investiga crimes do �colarinho branco�, entre eles fraude � licita��o e corrup��o na C�mara da cidade h� pelo menos oito anos.

As investiga��es indicaram que v�rias licita��es tinham �carta marcada� de empresas que agiam juntas. Algumas delas, inclusive, se quer existiam de fato. �Sem a devida concorr�ncia, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes�, afirma o MP.

As empresas que participavam do esquema repassam propina mensalmente para servidores p�blicos, entre eles vereadores que presidiam a Casa de Leis.

O juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1� Vara Criminal de Dourados, expediu 10 mandados de pris�o e um de busca e apreens�o. Os nomes de todos os alvos ainda n�o foram divulgados.

Opera��o recente

H� pouco mais de um m�s, no fim de outubro, Dourados foi palco de opera��o desencadeada pelo Gaeco. Na �poca, secret�rio de Fazenda da cidade, Joao Fava Neto, e a vereadores Denize Portolann (PR) foram presos, al�m de empres�rio e diretor de licita��es. Todos seguem detidos em Campo Grande.

Segundo a den�ncia do MP, licita��es seriam canceladas, sem qualquer justificativa plaus�vel, para que contrata��es emergenciais fossem efetivadas e as empresas vencedoras, narra a promotoria, �escolhidas a dedo� pelo grupo.O suposto conluio, materializado pela adultera��o de planilhas e or�amentos, seria para beneficiar a empresa Douraser, de responsabilidade de Messias Jos� da Silva, um dos presos.

Os documentos relativos aos procedimentos em andamento, ainda conforme a den�ncia, seriam adulterados para maquiar a fraude. Por isso, eles s�o acusados n�o somente de fraudar licita��es como dispens�-las indevidamente, falsificar documentos, al�m de cometer advocacia administrativa, crime que consiste em patrocinar, direta ou indiretamente, interesses privados, valendo-se da qualidade de funcion�rio p�blico.

Fonte: Midiamax
Por: Aliny Mary Dias 

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