Campo Grande (MS), Domingo, 26 de Julho de 2026

DOURADOS| Idenor Machado é preso de novo por descumprir ordem judicial e ir à Câmara

18/01/2019

19:17

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Vereador e ex-presidente da Casa foi preso na tarde desta sexta-feira pelo Gaeco; liminar expedida em dezembro o obrigava a ficar longe do Legislativo

Idenor, durante a pris�o em 5 de dezembro na Cifra Negra; vereador descumpriu determina��o para ficar longe da C�mara. (Foto: Adilson Domingos/Arquivo)
O vereador Idenor Machado (DEM), de Dourados �a 233 km de Campo Grande� foi preso na tarde desta sexta-feira (18) sob acusa��o de descumprir medida cautelar que exigia que ele permanecesse distante da C�mara Municipal. A pris�o foi cumprida pelo Gaeco (Grupo de Atua��o Especial de Combate ao Crime Organizado) e solicitada pelo promotor Ricardo Rotunno depois de Idenor ir � sede do Legislativo, mesmo com a determina��o judicial para que n�o contatasse servidores e potenciais testemunhas da opera��o Cifra Negra.

Idenor esteve na C�mara, conforme seus advogados, para tratar de quest�es relativas ao seu sal�rio como vereador. Rotunno tamb�m foi ao Legislativo, na ter�a-feira (15), a fim de obter imagens que comprovassem a presen�a do vereador no local, contrapondo determina��o do desembargador Paschoal Carmello Leandro que, em 17 de dezembro de 2018, concedeu habeas corpus em car�ter liminar que liberou o parlamentar da pris�o a qual ele e outros investigados haviam sido submetidos.

O mandado de pris�o foi expedido pelo juiz substituto da 1� Vara Criminal de Dourados, Alessandro Leite Pereira. Felipe Azuma, advogado de Idenor, informou ao Campo Grande News que n�o reconhece o descumprimento de medidas cautelares impostas na liminar do desembargador Leandro, por n�o considerar que havia ali proibi��o de que o vereador comparecesse � C�mara.

�Impetramos imediatamente outro habeas corpus contra esta ilegalidade�, prosseguiu Azuma. Idenor foi levado para a 1� Delegacia de Pol�cia de Dourados.

Cifra Negra � Idenor foi denunciado pelo MPMS (Minist�rio P�blico de Mato Grosso do Sul) por conta de supostas irregularidades cometidas no per�odo em que presidiu a C�mara de Dourados. Ele foi preso em 5 de dezembro ao lado dos colegas Pedro Pepa (DEM) e Pastor Cirilo Ram�o (MDB), obtendo o HC 12 dias depois.

Entre as medidas cautelares previstas na liberdade provis�ria estaria a obriga��o de manter dist�ncia da C�mara, servidores e potenciais testemunhas da Cifra Negra, de forma a n�o prejudicar as investiga��es.

Na ter�a-feira, Rotunno requisitou imagens do circuito interno de seguran�a da C�mara e esteve no setor de Tecnologia da Casa, para verificar se as empresas Tecnologia e Sistemas Ltda., KMD Assessoria Cont�bil e Planejamento e Jaison Coutinho ME suspenderam a presta��o de servi�os no local, conforme determinou a Justi�a pelo envolvimento das mesmas nos fatos apurados.

Novo presidente da C�mara, Allan Guedes (DEM) confirmou que toma provid�ncias para substituir as prestadoras de servi�o. Tamb�m investigada, a Quality teve o contrato expirado em 31 de dezembro.

As fraudes apuradas na Cifra Negra abrangiam licita��es, impedindo a ampla concorr�ncia. Todas as empresas inscritas seriam de propriedade de Denis de Maia, um dos empres�rios presos preventivamente �e que tamb�m conseguiram a liberdade no Tribunal de Justi�a� e que faria pagamentos a vereadores de Dourados a t�tulo de propina para manter os contratos. As empresas investigadas teriam recebido, em oito anos, cerca de R$ 4 milh�es em servi�os prestados � Casa.

Al�m de Idenor, Pepa, Ram�o e Maia, foram presos o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), os empres�rios Jaison Coutinho, Karina Alves de Almeida e Franciele Aparecida Vasul, e os servidores Alexandro de Oliveira de Souza e Amilton Salina (que seguia preso porque, diferente dos demais, optou por pleitear liberdade ainda em primeira inst�ncia).

Os presos na opera��o e uma funcion�ria de Maia �Patr�cia Guirandelli Albuquerque� foram indiciados por fraude em licita��o, corrup��o ativa, peculato, corrup��o passiva e organiza��o criminosa. Idenor, Pepa e Ram�o s�o acusados de chefiar o esquema na C�mara; cabendo a Maia acusa��o de montar empresas de fachada para disputar licita��es.


Fonte: campograndenews
Por: Humberto Marques e Helio de Freitas, de Dourados

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