Campo Grande (MS), Domingo, 26 de Julho de 2026

VÍDEO| Imagens mostram momento de discussão e morte de bioquímico em sala de cinema

09/07/2019

11:00

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Militar disse que agiu em leg�tima defesa

�REPRODU��O
Imagens de c�meras de seguran�a da sala do cinema, onde o bioqu�mico J�lio C�sar Cerveira Filho, de 43 anos, foi assassinado mostram o momento da confus�o. O crime aconteceu nesta segunda-feira (8), em Dourados � a 225 quil�metros de Campo Grande.

As imagens est�o escuras, mas � poss�vel ver quando a confus�o come�a e J�lio se levanta do assento e come�a a discutir com o policial militar ambiental, de 37 anos. Pelas imagens � poss�vel ver o bioqu�mico se levantar duas vezes da poltrona e come�ar a brigar com o policial.

Tamb�m � poss�vel pelas imagens quando assustadas as pessoas come�am a se levantar das poltronas, neste momento teria acontecido o disparo que matou J�lio C�sar. Em depoimento, o militar disse que o tiro foi acidental e aconteceu no momento em que J�lio tentava tirar a arma das m�os do policial militar ambiental.

Segundo o delegado Daltro, h� ind�cios de que o policial tenha agido em leg�tima defesa, o que ser� investigado durante a instru��o do inqu�rito. O tiro aconteceu depois de provoca��es de J�lio e de um tapa que ele deu no rosto do filho do militar.

A confus�o come�ou com uma briga por causa de um assento na sala do cinema. O PMA � preso em flagrante � informou que estava na sala de cinema, acompanhado dos dois filhos, de 14 e 10 anos de idade. A fam�lia ocupava as poltronas 9, 10, 11 da fileira sete e um dos filhos do policial sentava ao lado de J�lio Cesar Cerveira Filho, 43 anos.

J�lio, conforme relato, come�ou a abrir e fechar os bra�os, tamb�m as pernas, batendo contra o menino sentado na poltrona 11. Neste momento, o pai optou por trocar de lugar com o filho e pediu para que a v�tima parasse com as provoca��es. No entanto, de acordo com o boletim de ocorr�ncia, J�lio teria dito: �Voc� � um idiota, voc� � babaca, rid�culo, cuz�o�. O PMA conta que pediu para que a v�tima parasse e a mulher que acompanhava J�lio tamb�m teria pedido para que ele cessasse com as provoca��es.

J�lio teria levantado e ent�o, passou a desferir chutes e socos no policial, momento em que v�rias pessoas que estavam na sala de cinema come�aram a se manifestar e censurar a atitude da v�tima. J�lio saiu do local e antes de deixar a fileira sete, teria desferido um tapa no rosto do filho do policial. O pai se levantou e disse: �voc� t� doido, batendo no meu filho ele � menor, vou chamar a pol�cia�.

Nas escadarias, a v�tima ainda teria puxado o policial pela camisa que se apresentou como militar sacando a arma, sendo que neste momento J�lio teria tentado tirar a arma da m�o do policial acontecendo o disparo, que segundo ele foi acidental.

A arma utilizada n�o possui registro e foi apreendida com 12 muni��es de mesmo calibre. O advogado da fam�lia da v�tima solicitou a pol�cia exame de corpo de delito nos filhos do policial. O caso foi registrado como homic�dio simples, na 1� DP da cidade. Ele foi afastado.



Fonte: Midiamax
Por: Thatiana Melo

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