SAÚDE
SUS pode oferecer medicamento injetável para prevenção do HIV ainda este ano
Ministério da Saúde encaminhará pedido de incorporação da nova tecnologia, que pode ser aplicada a cada dois meses
28/07/2026
07:35
REDAÇÃO
MARIA GORETI
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá disponibilizar ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenção da infecção pelo HIV. O medicamento, de aplicação injetável, utiliza o princípio ativo cabotegravir e oferece proteção prolongada contra o vírus, com doses administradas a cada dois meses.
O Ministério da Saúde informou que enviará nos próximos dias o pedido de incorporação da tecnologia à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a eficácia, a segurança e o custo-benefício de novos medicamentos antes da inclusão na rede pública.
Após a análise técnica da comissão, caberá ao Ministério da Saúde decidir sobre a incorporação do medicamento ao SUS.
Atualmente, o governo também negocia os valores de aquisição e a quantidade de doses que poderão ser disponibilizadas à população.
Hoje, o SUS já oferece gratuitamente a PrEP na forma de comprimidos, que precisam ser tomados diariamente por pessoas com maior risco de exposição ao HIV.
A principal vantagem da versão injetável é facilitar a adesão ao tratamento, já que elimina a necessidade do uso diário do medicamento.
Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com cerca de 1,4 mil participantes em seis cidades brasileiras, mostrou que 83% dos voluntários preferiram a aplicação injetável. A pesquisa também apontou que 94% compareceram às unidades de saúde para receber as doses dentro do prazo recomendado, mantendo a proteção durante todo o acompanhamento. Nenhum dos participantes adquiriu o HIV no período analisado.
Outro estudo, conduzido em condições de uso na prática clínica, registrou taxa anual de infecção de apenas 0,1% entre os usuários do medicamento.
O Ministério da Saúde informou ainda que avaliou outra tecnologia de prevenção, o lenacapavir, que oferece proteção por até seis meses. No entanto, segundo o governo, o custo apresentado pelo fabricante foi considerado incompatível para aquisição pelo sistema público.
Apesar disso, as negociações para ampliar o acesso à tecnologia continuam, incluindo discussões sobre possíveis acordos de transferência de tecnologia para produção futura.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Gleice Jane tem candidatura à reeleição oficializada durante convenção da Federação Brasil da Esperança
Leia Mais
Funsat oferece 958 vagas de emprego em 120 profissões nesta terça-feira em Campo Grande
Leia Mais
Calor de até 38°C antecede chegada de frente fria e risco de temporais em Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Sebrae/MS promove palestra sobre reforma tributária para empreendedores de Sidrolândia
Municípios