VIOLÊNCIA DIGITAL
ONU Mulheres revela aumento da violência online e impacto direto na atuação de comunicadoras
Estudo indica crescimento da autocensura e agravamento de problemas de saúde mental entre profissionais da mídia
04/05/2026
07:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Relatório internacional aponta crescimento da violência digital e seus impactos na atuação de jornalistas e comunicadoras ©Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um relatório divulgado pela ONU Mulheres em parceria com a TheNerve aponta o avanço da violência online contra jornalistas e comunicadoras em todo o mundo. O levantamento reúne dados sobre ataques digitais e seus impactos na vida profissional e pessoal dessas mulheres.
De acordo com o estudo, uma parcela significativa das entrevistadas relatou experiências de exposição indevida na internet, incluindo o compartilhamento não autorizado de imagens pessoais. Também foram registrados casos envolvendo o uso de tecnologias como deepfakes, além de abordagens de cunho sexual não solicitadas em ambientes digitais.
O relatório destaca que a violência virtual tem provocado mudanças no comportamento das profissionais. Muitas passaram a limitar sua atuação nas redes sociais como forma de autoproteção, enquanto outras relatam restrições também no exercício da atividade jornalística. Entre trabalhadoras da mídia, esse movimento de autocensura apresentou crescimento expressivo nos últimos anos.
Além do impacto na liberdade de expressão, o estudo aponta consequências diretas na saúde mental. Parte das entrevistadas relatou diagnósticos de ansiedade, depressão e transtornos relacionados ao estresse, associados às situações de abuso enfrentadas no ambiente digital.
Outro dado relevante é o aumento na busca por medidas formais de enfrentamento. Cresceu o número de mulheres que passaram a denunciar casos às autoridades ou recorrer à Justiça, indicando maior conscientização e tentativa de responsabilização dos agressores.
Segundo a ONU Mulheres, a expansão do uso de inteligência artificial tem potencializado esse tipo de violência, tornando os ataques mais sofisticados e difíceis de conter. A organização também alerta para lacunas na legislação de diversos países, onde ainda não há proteção adequada contra crimes virtuais.
Dados do Banco Mundial reforçam esse cenário, ao apontar que uma parcela significativa de mulheres e meninas no mundo ainda não conta com amparo legal suficiente contra assédio e perseguição online.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Curso preparatório gratuito para o Encceja tem nova turma iniciada em Inocência
Leia Mais
Motiva Pantanal abre vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência em Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Alice Salazar participa de evento gratuito do Sebrae para inspirar empreendedoras em Campo Grande
Leia Mais
Vereadores solicitam reforço policial e investimentos em segurança para Ponta Porã e distritos
Municípios