ALERTA SANITÁRIO
Anvisa amplia fiscalização sobre canetas emagrecedoras manipuladas
Medida busca coibir irregularidades e garantir segurança no uso de medicamentos para emagrecimento
07/04/2026
07:35
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Anvisa reforça fiscalização para coibir uso irregular e riscos associados às canetas emagrecedoras no país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou, nesta segunda-feira (6), o reforço na fiscalização de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, especialmente aqueles manipulados em farmácias. A medida tem como objetivo coibir irregularidades na importação e no uso dessas substâncias, além de garantir mais segurança à população.
O foco das ações está nos medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida, tirzepatida e liraglutida, amplamente utilizados no tratamento de diabetes e também, de forma crescente, para emagrecimento. Entre os produtos mais conhecidos estão Ozempic e Wegovy.
Segundo a Anvisa, há indícios de importação excessiva de insumos farmacêuticos ativos incompatíveis com a demanda real do mercado. Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos desses insumos, quantidade suficiente para produzir cerca de 25 milhões de doses.
Além disso, fiscalizações realizadas em 2026 resultaram na interdição de oito empresas por falhas técnicas e ausência de controle de qualidade. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou que o objetivo não é proibir a manipulação, mas garantir que ela ocorra dentro dos padrões sanitários exigidos.
A agência também identificou aumento no uso indiscriminado desses medicamentos, inclusive fora das indicações previstas em bula, prática conhecida como uso off label. Em fevereiro, a Anvisa já havia emitido alerta para riscos como pancreatite associados ao uso inadequado dessas substâncias.
Entre os principais problemas identificados estão falhas na esterilização, uso de insumos sem origem comprovada, produção sem prescrição individualizada e comercialização de produtos sem registro.
Plano de ação
Para enfrentar o problema, a Anvisa estruturou um plano com seis eixos estratégicos. Entre eles estão o aprimoramento das normas regulatórias, revisão de regras para farmácias de manipulação, intensificação da fiscalização, cooperação com órgãos nacionais e internacionais e ampliação da oferta de medicamentos regularizados.
A agência também pretende investir em campanhas de orientação à população, alertando sobre os riscos do uso indiscriminado e reforçando a importância de seguir prescrição médica.
Com o aumento da popularidade dessas canetas, o desafio regulatório se intensifica não apenas no Brasil, mas também em outros países, exigindo ações coordenadas para garantir a segurança dos pacientes.
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