CAPITAL - TRANSPORTE URBANO
Adriane Lopes veta projeto que exigia ar-condicionado em novos ônibus de Campo Grande
Prefeita alega ausência de estimativa de impacto financeiro e aponta inconstitucionalidade na proposta aprovada pela Câmara
21/07/2025
14:30
REDAÇÃO
Prefeita Adriane Lopes durante evento público: veto a projeto que previa climatização obrigatória da frota de ônibus da Capital @REPRODUÇÃO
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou integralmente o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que tornava obrigatória a instalação de ar-condicionado nos novos ônibus do transporte coletivo da Capital.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do município nesta segunda-feira (21) e traz como principal justificativa a falta de estimativa de impacto financeiro da medida, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Segundo o texto do veto, a proposta legislativa — de autoria dos vereadores — não apresentou estudos técnicos ou previsão orçamentária para a execução da medida, que implicaria custos diretos para o poder público, uma vez que o sistema opera por meio de concessão com subsídios municipais.
Além disso, o veto menciona vício de iniciativa, ou seja, a inconstitucionalidade da proposta, por tratar de tema que impacta diretamente na gestão do serviço público, o que, segundo o Executivo, é de competência exclusiva da Prefeitura.
“O projeto, embora apresente boas intenções, fere princípios legais e orçamentários, além de invadir competência do Executivo ao legislar sobre organização administrativa e prestação de serviços públicos”, justifica o texto.
Com o veto publicado, a proposta retorna agora à Câmara Municipal, que poderá manter ou derrubar o veto em votação plenária. Para a derrubada, são necessários dois terços dos votos dos vereadores (20 dos 29 parlamentares).
Apesar do veto, o tema da climatização da frota continua em debate na cidade, principalmente diante das altas temperaturas registradas em Campo Grande e das reclamações de usuários sobre conforto e qualidade do serviço.
A medida vetada previa a exigência apenas para ônibus novos, não afetando a frota atual. Ainda assim, teria impacto progressivo no sistema ao longo dos próximos anos, à medida que os veículos fossem substituídos.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Vírus Nipah reacende atenção na Ásia, mas especialistas apontam baixo risco global
Leia Mais
Escola do Legislativo de Ponta Porã participa de reunião institucional na capital
Leia Mais
Anvisa proíbe venda e uso de fitas importadas para clareamento dental sem registro
Leia Mais
UBS, UPA, hospital ou Samu: saiba onde buscar atendimento no SUS em cada situação
Municípios