MUNDO
Trump determina suspensão da emissão de cidadania para filhos de imigrantes sem status legal nos EUA
21/01/2025
15:00
REDAÇÃO
O ex-presidente dos EUA Donald Trump (foto) diz que a medida visa a “proteger a fronteira” do país... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/internacional/trump-promete-fim-de-cidadania-para-filhos-de-imigrantes-ilegais/) © 2025 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na noite de segunda-feira (20), determinando que as agências governamentais deixem de emitir documentos de cidadania para filhos de imigrantes sem status legal no país. A medida, que entra em vigor em 30 dias, altera a forma como os EUA tratam a cidadania por direito de nascença, que é garantida pela 14ª Emenda da Constituição do país.
De acordo com o Washington Post, a decisão de Trump está gerando forte reação de organizações de defesa dos direitos civis, como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que promete contestar a ordem nos tribunais. "Negar cidadania a crianças nascidas nos EUA não apenas é inconstitucional, é também um inconsequente e cruel repúdio dos valores americanos. A cidadania por nascimento é parte do que faz dos EUA uma nação forte e dinâmica", afirmou Anthony Romero, diretor-executivo da ACLU.
A 14ª Emenda da Constituição dos EUA, ratificada em 1868, estabelece que “todas as pessoas nascidas” em solo americano “são cidadãos dos Estados Unidos”. A decisão de Trump, portanto, desafia diretamente esse princípio constitucional, suscitando um debate acirrado sobre os limites da autoridade presidencial e a interpretação da lei.
A nova política promete ter um grande impacto, afetando principalmente as crianças nascidas de imigrantes em situação irregular, que até então tinham o direito de cidadania garantido automaticamente ao nascer no país. O movimento gerou divisões dentro da sociedade americana, com críticos alertando para o potencial de violação dos direitos civis e do princípio de igualdade, enquanto apoiadores da medida veem-na como uma forma de enfraquecer o que consideram uma exploração do sistema imigratório.
A expectativa é de que a medida seja amplamente discutida nos tribunais, já que pode gerar uma série de processos legais desafiando sua legalidade e constitucionalidade.
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