POLÍTICA
Eduardo Riedel mantém 11 pastas e cria cargo de secretários executivos
Algumas secretarias terão siglas alteradas, como a de Obras, que passa de Seinfra para Seilog
06/12/2022
10:20
CAMPOGRANDENEWS
Silvia Frias e Gabriela Couto
No centro, o presidente da Assembleia, Paulo Correa, e o governador eleito, Eduardo Riedel, mostram o organograma ©Victor Chileno
A nova estrutura do governo de Mato Grosso do Sul manteve as 11 secretarias existentes, mas irá alterar nomenclaturas e transferir fundações e empresas para "dinamizar a administração". Também cria a figura do secretário-executivo, que terá atribuições diferentes do adjunto, que permanece na configuração administrativa.
A estrutura que deve ser adotada a partir de 2023 foi apresentada esta manhã pelo governador eleito Eduardo Riedel (PSDB), em reunião com a presença da comissão de transição e deputados. O organograma será encaminhado para votação na Assembleia Legislativa, em sessões extras para esta finalidade (veja quadro abaixo).
“A ideia é otimizar a estrutura, com áreas adequadas e trocas de posições”, disse Riedel. “Foi tudo muito pensado, com cuidado e cautela, olhando para a política pública”.

Segundo o organograma apresentado, a única secretaria que não sofrerá alterações é a de Educação. Todas as outras pastas ganham secretarias executivas, e algumas terão a denominação alterada.
A Semagro passa a se chamar Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). A pasta deixa de ser responsável pela Fundtur (Fundação de Turismo) e irá receber a MS-Gás, empresa de economia mista.
A Fundtur passa para a nova secretaria de Cultura, que deixa de ser Secic e será denominada Setescc (Secretaria Estadual de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania). A pasta também irá receber a Fundesporte (Fundação de Esporte) e continua englobando a Fundação de Cultura.
A Secretaria de Obras, até então denominada Seinfra, passa a ser a Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística). O novo governo cria assessoria especial de Logística.
Já a Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) irá transferir para a Segov (Secretaria Estadual de Governo) as atribuições da Superintendência de Gestão e Informação. Na Governadoria, será criado o Conselho do Estado.
Titulares – Riedel disse que, agora, o trabalho é discutir e montar o “quebra-cabeça” dos que vão assumir as pastas, além dos adjuntos e dos secretários executivos, atribuição criada pela nova administração.
A informação é que o adjunto permanecerá nas atribuições previstas, assumindo a função quando o titular não estiver presente. O secretário executivo terá atribuição específica, diferentemente do adjunto, para tornar a gestão mais enxuta e eficiente, porém, essa função não foi detalhada durante apresentação do organograma.
Um exemplo é a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), que cria as secretarias executivas de Segurança Pública, de Justiça e a Polícia Penal.
O presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, disse que vai ter acordo de lideranças para realização de mais duas sessões extras, além das já previstas para votação do projeto com a nova estrutura de governo. Com isso, até que a proposta passe pelas comissões e pelas duas votações, o trabalho no Legislativo somente deve ser encerrado no dia 22 de dezembro.


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Gerson Claro destaca avanço da bioenergia e crescimento industrial de Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Sebrae abre 975 vagas para programa que impulsiona produtividade de pequenas empresas em Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Assembleia Legislativa homenageia cooperativismo que representa cerca de 10% do PIB de Mato Grosso do Sul
Leia Mais
Deputados analisam projetos sobre proteção a servidores, saúde preventiva e processo administrativo
Municípios