INCLUSÃO E OPORTUNIDADE
Mais de 27 mil pessoas deixam programa social após conquistarem autonomia financeira em MS
Número reflete o avanço das políticas de qualificação, geração de renda e combate à extrema pobreza no Estado
05/06/2026
06:45
REDAÇÃO
Beneficiários do Mais Social têm conquistado independência financeira por meio do trabalho, qualificação profissional e acesso à educação. @Divulgação
Mato Grosso do Sul contabiliza um resultado expressivo na área social. Desde 2023, cerca de 27,6 mil pessoas deixaram de receber o benefício do programa Mais Social após melhorarem suas condições financeiras e conquistarem autonomia por meio do trabalho e da geração de renda.
Entre elas está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, morador do bairro Parati, em Campo Grande. Com orgulho, ele exibe sua carteira de trabalho assinada e celebra uma nova fase da vida. Beneficiário do programa desde 2018, Marcos decidiu devolver voluntariamente o cartão do Mais Social após perceber que sua família já não dependia mais do auxílio para garantir o sustento.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, afirmou.
A trajetória de Marcos começou a mudar após perder o emprego em uma lavanderia. Em busca de alternativas, fez um curso de barbeiro e passou a atender clientes em casa. Apesar do esforço, a renda ainda era insuficiente para manter a família, composta pela esposa, quatro filhos e a sogra.
Com o apoio oferecido pelo programa, que garante segurança alimentar e nutricional às famílias em situação de vulnerabilidade, ele conseguiu buscar novas oportunidades profissionais. Trabalhou como zelador de uma igreja e atualmente atua como vigilante em uma entidade sindical rural. Além disso, os dois filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também ingressaram no mercado de trabalho, fortalecendo a renda familiar.
O resultado alcançado por Marcos reflete uma tendência observada em todo o Estado. Mato Grosso do Sul figura atualmente entre as unidades da federação com menor dependência de programas sociais, ocupando a quinta posição nacional.
Para ampliar as oportunidades de ascensão social, o Governo do Estado implementou iniciativas complementares ao Mais Social. Entre elas está o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que concede um benefício adicional de R$ 600 por criança de até três anos de idade para mães solo inseridas no mercado de trabalho. O objetivo é contribuir com os custos de cuidado infantil durante a jornada profissional.
Outro incentivo importante é destinado às beneficiárias que retornam aos estudos por meio do ensino regular ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA), garantindo um adicional mensal de R$ 300.
Na área educacional, o programa MS Supera também se destaca ao oferecer bolsas mensais de R$ 1.621 para estudantes de baixa renda matriculados em cursos técnicos de nível médio e em instituições de ensino superior públicas ou privadas.

Os reflexos dessas políticas aparecem nos indicadores sociais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu 40,74% em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6% da população. O índice é atualmente o terceiro menor do país.
Além disso, cerca de 34 mil famílias deixaram a condição de insegurança alimentar, enquanto informações do Cadastro Único revelam que 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza entre março de 2024 e março de 2026.
O cenário econômico favorável também contribui para essa transformação. Mato Grosso do Sul encerrou o último trimestre de 2025 com taxa de desocupação de apenas 2,4%, a menor da série histórica estadual e a segunda menor do Brasil.
Diante desse contexto, a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), em parceria com outras pastas do Governo do Estado, segue investindo em programas que incentivam a educação, a qualificação profissional e o acesso ao mercado de trabalho, fortalecendo a independência financeira das famílias sul-mato-grossenses.
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