Campo Grande (MS), Segunda-feira, 20 de Julho de 2026

SEGURANÇA PÚBLICA

Operação coleta material genético de presos e reforça investigações criminais em MS

Ação na Gameleira II reuniu forças de segurança e integra estratégia nacional de comparação de perfis genéticos

05/05/2026

07:45

REDAÇÃO

Coleta de material genético em presídio de Campo Grande amplia banco de dados e auxilia investigações criminais @Maria Ester Rossoni,

Uma ação coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública resultou na coleta de cerca de 300 amostras de material biológico de custodiados na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande.

A iniciativa contou com a atuação da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, além da Polícia Penal, e integra a Operação Codesul Perfil Genético, realizada de forma conjunta entre estados do Sul e Centro-Oeste.

As coletas foram realizadas em detentos previamente selecionados, conforme critérios legais, por meio de procedimento não invasivo. O objetivo é inserir os perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos, após análise laboratorial e validação técnica dentro dos padrões da rede nacional.

O banco de dados permite a comparação entre perfis genéticos de pessoas cadastradas e vestígios biológicos encontrados em locais de crime ou em vítimas, possibilitando identificar conexões entre ocorrências, apontar possíveis autores e reforçar provas técnico-científicas em investigações.

Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Penal foi responsável pela triagem e organização dos custodiados, enquanto a Polícia Científica conduziu as etapas de coleta, análise e gestão dos dados, por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses.

De acordo com a Agepen, a operação demonstra a importância da integração entre o sistema prisional e o trabalho pericial, garantindo segurança e eficiência na execução dos procedimentos.

Atualmente, o Estado possui mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados na rede integrada, sendo a maioria de pessoas condenadas. A base também inclui dados obtidos a partir de vestígios e outras formas de identificação criminal.

Os resultados já impactam investigações. Até novembro de 2025, foram registradas dezenas de casos auxiliados pelo cruzamento de dados genéticos, incluindo coincidências entre vestígios e indivíduos cadastrados.

Em nível nacional, o banco conta com mais de 272 mil perfis genéticos, contribuindo para milhares de investigações e confirmações de vínculos entre crimes.

A ampliação dessa base, por meio de operações como a realizada em Campo Grande, fortalece o uso da ciência na elucidação de crimes e no apoio ao sistema de justiça.


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