Campo Grande (MS), Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

ALERTA À SAÚDE

Semana da Tontura reforça importância de investigar sintomas e evitar automedicação

Campanha nacional destaca que alterações metabólicas também podem causar tontura e alerta para sinais de risco

20/04/2026

07:55

REDAÇÃO

Campanha nacional alerta que tontura pode indicar problemas de saúde e deve ser investigada corretamente.

Você já sentiu tontura ou conhece alguém que tenha passado por isso? Apesar de comum, o sintoma pode indicar condições importantes e merece atenção. Entre os dias 20 e 26 de abril, a Semana da Tontura 2026 reforça o alerta com o tema “Tontura é coisa séria: sabia que alterações no metabolismo também podem causar tontura?”. A iniciativa é promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e pela Academia Brasileira de Otoneurologia.

Segundo a médica Naiana Rocha Arcanjo, especialista do Hospital de Olhos de Pernambuco, ainda é comum que a tontura seja tratada como algo simples, o que pode atrasar diagnósticos importantes. “Quando surge de forma súbita, intensa ou diferente do habitual, ou vem acompanhada de sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte, é fundamental procurar atendimento com urgência”, orienta.

A especialista explica que identificar a causa nem sempre é simples, já que diferentes sistemas do organismo podem estar envolvidos. “Nem sempre o problema está restrito ao labirinto. Alterações na coordenação, palpitações, sensação de desmaio ou episódios ligados ao estresse podem indicar causas neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais”, destaca.

Para esclarecer dúvidas comuns, a médica diferencia os termos frequentemente confundidos. A tontura é um conceito amplo, que engloba diversas sensações. Já a vertigem é caracterizada pela sensação de que tudo está girando, enquanto o desequilíbrio está relacionado à dificuldade de se manter em pé ou caminhar.

Outro ponto de atenção é a automedicação. “Muitas pessoas utilizam medicamentos por conta própria, acreditando que tudo se resume à labirintite. Isso pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado”, alerta.

Os impactos no dia a dia também são relevantes. Sem o cuidado correto, há risco de quedas, fraturas e acidentes, principalmente entre idosos, comprometendo a segurança e a qualidade de vida.

Na prática clínica, o diagnóstico envolve análise do histórico do paciente, exame físico e testes específicos. Em alguns casos, podem ser solicitados exames como audiometria, avaliações vestibulares, laboratoriais ou de imagem, mas nenhum deles, isoladamente, confirma a causa.

Há ainda influência direta dos hábitos diários. Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem desencadear ou agravar os episódios.

Entre idosos, a atenção deve ser redobrada. O envelhecimento natural, associado ao uso de múltiplos medicamentos e à presença de doenças crônicas, aumenta o risco de complicações.

O tratamento varia conforme o diagnóstico e pode incluir uso de medicamentos, realização de manobras específicas, reabilitação vestibular e mudanças no estilo de vida.


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