Campo Grande (MS), Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

SAÚDE / ALERTA PARA DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Casos de vírus sincicial respiratório crescem e preocupam autoridades de saúde

Boletim aponta aumento em diversos estados e reforça atenção a bebês, idosos e grupos de risco

16/04/2026

08:00

REDAÇÃO

Aumento de casos de vírus respiratório acende alerta e exige atenção redobrada com prevenção e diagnóstico precoce © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O avanço dos casos de vírus sincicial respiratório (VSR) acendeu um sinal de alerta no Brasil. De acordo com levantamento da Fundação Oswaldo Cruz, 18 estados e o Distrito Federal apresentam níveis de risco para síndromes respiratórias, sendo que ao menos 13 já indicam tendência de crescimento nas próximas semanas.

O VSR é um vírus comum, mas altamente contagioso, que afeta as vias respiratórias e pode provocar desde sintomas leves, semelhantes a um resfriado, até quadros graves, como bronquiolite e síndrome respiratória aguda grave. Segundo o Ministério da Saúde, o impacto é maior entre crianças pequenas, especialmente menores de 2 anos, além de idosos e pessoas com imunidade comprometida.

Dados recentes mostram que, entre os vírus respiratórios em circulação, o rinovírus lidera os casos, seguido pela Influenza A e pelo próprio VSR, que já representa uma parcela significativa das infecções.

Transmissão e sintomas

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias, como ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas. Os sintomas mais comuns incluem coriza, tosse, febre e congestão nasal. Em situações mais graves, podem surgir dificuldade para respirar, cansaço intenso, chiado no peito e até coloração arroxeada nos lábios.

Especialistas alertam que, em bebês, o vírus pode evoluir rapidamente, exigindo atenção redobrada dos responsáveis.

Prevenção e cuidados

Medidas simples continuam sendo as principais formas de prevenção, como higienizar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas gripadas, manter ambientes ventilados e reduzir a exposição a aglomerações, especialmente para grupos vulneráveis.

Não existe um tratamento específico para o VSR. O atendimento é feito conforme os sintomas, podendo incluir hidratação, controle da febre e, nos casos mais graves, internação hospitalar com suporte respiratório.

Vacinação e proteção

Uma das novidades recentes é a ampliação do uso da vacina Arexvy, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para adultos a partir de 18 anos. O imunizante, disponível na rede privada, ajuda a prevenir formas mais graves da doença.

No Sistema Único de Saúde (SUS), gestantes também podem receber vacina para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Além disso, crianças com maior risco podem ter acesso a anticorpos monoclonais, como o palivizumabe, e futuramente ao nirsevimabe, que oferece proteção prolongada.

O cenário reforça a importância da vigilância e do diagnóstico precoce, especialmente diante do aumento de casos previsto para as próximas semanas.


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