POLÍCIA / CASO BERNAL
Polícia mantém indiciamento de ex-prefeito por homicídio qualificado após laudo pericial
Perícia confirma tiro à queima-roupa e reforça acusação contra Alcides Bernal pela morte do fiscal Roberto Carlos Mazzini
11/04/2026
09:00
REDAÇÃO
Perícia aponta que segundo disparo contra fiscal ocorreu à queima-roupa, reforçando indiciamento de Alcides Bernal Alcides Bernal. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)
O delegado Danilo Mansur, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, manteve o indiciamento do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A decisão ocorreu após a entrega do laudo da perícia técnica sobre o caso.
O crime aconteceu no dia 24 de março, em uma residência no Jardim dos Estados, onde o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini foi morto a tiros. A investigação apontou que a execução ocorreu em um ponto-cego da casa, sem registro pelas câmeras de segurança.
De acordo com o laudo pericial, o segundo disparo foi realizado à curta distância, quando a vítima já estava caída. A análise técnica indica que o tiro ocorreu entre 10 e 50 centímetros, evidenciado por marcas de fuligem na roupa, características de disparo à queima-roupa.

A perícia também apontou que o primeiro disparo foi feito a uma distância maior, atingindo a vítima e provocando sua queda. Em seguida, o autor teria se aproximado e efetuado o segundo tiro.
Dinâmica do crime
Segundo a investigação, a ação ocorreu em poucos segundos. Imagens de segurança mostram que Alcides Bernal entrou no imóvel com a arma em mãos e efetuou o primeiro disparo cerca de três segundos após atravessar o portão.
Testemunhas relataram que, após o primeiro tiro, o ex-prefeito se aproximou da vítima caída, disse algumas palavras não compreendidas e realizou o segundo disparo.
O inquérito também aponta que a arma utilizada estava com registro e porte vencidos, configurando o crime de porte ilegal de arma de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento.
Conclusão do inquérito
Com base nos depoimentos, imagens e laudos periciais, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento por homicídio qualificado, devido ao recurso que dificultou a defesa da vítima, além do porte ilegal de arma.
O caso segue agora para análise do Ministério Público, que deverá decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
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