EMERGÊNCIA NA SAÚDE
Estado cria fluxo emergencial para atendimento de casos graves de chikungunya
10/04/2026
07:50
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Rede de saúde adota fluxo emergencial para garantir atendimento rápido a pacientes graves com chikungunya em Mato Grosso do Sul @Divulgação
Diante do avanço da chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença em Mato Grosso do Sul. A medida foi oficializada por meio de resolução publicada na terça-feira (7) e estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, além de mecanismos excepcionais para garantir o atendimento de pacientes em estado crítico.
De acordo com a normativa, casos classificados como prioridades máximas deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir rapidez no atendimento e reduzir o risco de agravamento ou morte.
A resolução também prevê o uso da chamada vaga zero, recurso que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis. A medida pode ser adotada em situações extremas, quando não há alternativas dentro do tempo clínico necessário.
A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública decretado em Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados recentes apontam alta taxa de positividade, além do registro de casos graves, gestantes infectadas e mortes pela doença neste ano.
Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade e segurança à assistência. Ela destacou que a organização do fluxo é fundamental para garantir atendimento oportuno aos pacientes em estado grave, especialmente diante do aumento da demanda.
O novo protocolo prioriza a integração entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição de responsabilidades e encaminhamentos. Em Dourados, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados será a principal referência para casos graves, seguido pelo Hospital Regional do município.
Na ausência de resposta dentro do tempo esperado, a vaga zero poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento, garantindo a transferência imediata do paciente.
A resolução também estabelece critérios clínicos para classificação dos casos, incluindo sinais como choque, desidratação grave, rebaixamento de consciência e insuficiência respiratória, além de considerar grupos mais vulneráveis, como gestantes, pessoas com comorbidades e populações indígenas.
Entre os objetivos estão a padronização da resposta assistencial, a redução de gargalos na regulação e a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade. As unidades de saúde deverão iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a regulação até a transferência do paciente.
Para acompanhar a efetividade do fluxo, a Secretaria de Estado de Saúde instituiu indicadores de monitoramento, com análise diária e semanal de dados como tempo de resposta, número de atendimentos, negativas de vagas e óbitos registrados durante o processo.
A medida tem caráter temporário e seguirá em vigor enquanto durar a situação de emergência epidemiológica no Estado.
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