SAÚDE EM ALERTA
Ministério da Saúde destina R$ 27,5 milhões para reforçar atendimento e combater chikungunya em Dourados
11/04/2026
08:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (10), o repasse de R$ 27,5 milhões para fortalecer a rede de atendimento em Dourados e região, em resposta ao avanço da Chikungunya. O investimento tem como foco ampliar a capacidade assistencial, especialmente em serviços de média e alta complexidade.
Segundo o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli, o aporte representa uma resposta estruturada à emergência sanitária, com atenção especial às populações indígenas. “Estamos mobilizando um conjunto robusto de ações para garantir atendimento oportuno e qualificado à população”, afirmou.
Reforço na rede hospitalar
A maior parte dos recursos será destinada ao Hospital Regional de Dourados, que receberá R$ 19,3 milhões anuais para ampliação do atendimento especializado. Já o Hospital Universitário de Dourados contará com custeio anual de R$ 325 mil.
Entre as medidas estruturantes, está a habilitação de 20 novos leitos de UTI Tipo II no hospital regional — sendo 10 para adultos e 10 pediátricos — com impacto anual de R$ 3,94 milhões. A iniciativa amplia a capacidade de resposta para casos graves da doença.
O pacote também contempla melhorias no atendimento de urgência, com reforço no SAMU 192, incluindo uma Unidade de Suporte Avançado e duas Unidades de Suporte Básico, além da qualificação da Central de Regulação de Urgências.
Na área de reabilitação, foi habilitado o Centro Especializado em Reabilitação (CER II), enquanto o Hospital Missão Evangélica Caiuá recebeu incremento financeiro para ampliar o atendimento especializado às comunidades indígenas.
Combate intensificado ao mosquito
Paralelamente ao reforço na assistência, equipes seguem mobilizadas no combate ao Aedes aegypti. A força-tarefa conta com agentes de endemias, militares do Exército Brasileiro e voluntários da Defesa Civil, atuando principalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
As ações incluem visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas com tecnologia de Ultra Baixo Volume (UBV), capaz de eliminar o mosquito adulto e interromper o ciclo de transmissão.
Além disso, foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que utilizam o próprio mosquito para espalhar o produto em locais de difícil acesso, ampliando o alcance do controle vetorial.
Cenário epidemiológico preocupa
Dados atualizados apontam 4.630 notificações da doença na região, com 1.572 casos confirmados e seis óbitos em 2026. O cenário reforça a necessidade de ações integradas entre assistência, vigilância e prevenção.
Campanhas de conscientização também foram intensificadas, com mensagens em português e guarani sendo veiculadas em rádios e carros de som, orientando a população sobre sintomas, prevenção e descarte correto de resíduos.
Orientação à população
As autoridades de saúde reforçam que a população deve eliminar focos de água parada e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações. A recomendação é evitar a automedicação.
Com o conjunto de medidas, o governo federal busca não apenas conter o avanço da doença, mas também deixar um legado estrutural para o sistema de saúde da região.
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