Campo Grande (MS), Sábado, 18 de Julho de 2026

EDUCAÇÃO E ENDIVIDAMENTO

Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra dívidas

Presidente defende renegociação para estudantes, mas não detalha modelo da medida

11/04/2026

09:00

REDAÇÃO

Lula defende inclusão de estudantes inadimplentes do FIES em pacote nacional contra o endividamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que pretende incluir estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil no pacote de medidas do governo federal voltado à redução do endividamento no país. Apesar da sinalização, ele não detalhou como deverá ocorrer a renegociação das dívidas.

A declaração foi feita durante agenda no interior de São Paulo, onde o presidente destacou a preocupação com o aumento do número de estudantes com parcelas em atraso no programa.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, afirmou.

Dados do Ministério da Educação indicam que cerca de 160 mil estudantes estavam inadimplentes com o FIES até outubro de 2025, acumulando um saldo devedor de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Durante o discurso, Lula reforçou que os investimentos em educação devem ser tratados como prioridade estratégica para o desenvolvimento do país. Segundo ele, ampliar o acesso ao ensino é fundamental para o crescimento econômico, tecnológico e social.

O presidente também comparou os custos do sistema prisional com os investimentos em educação, argumentando que o país precisa priorizar a formação de estudantes como forma de reduzir desigualdades e promover oportunidades.

Além disso, Lula sugeriu que parlamentares destinem recursos de emendas para a construção de escolas em todo o país, como forma de ampliar a rede de ensino e enfrentar desafios estruturais da educação brasileira.

A proposta de inclusão dos inadimplentes do FIES no pacote contra o endividamento ainda deve ser detalhada pelo governo federal nos próximos meses.


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