RENDA E TRADIÇÃO
Artesã transforma inspiração no Pantanal em fonte de renda com apoio do Senar/MS
Após curso de amigurumi, Maria Sibele passou a produzir peças autorais e hoje vive do artesanato em Aquidauana
20/03/2026
14:30
REDAÇÃO
Inspirada no Pantanal, artesã transforma técnica de amigurumi em fonte de renda e expressão cultural em Aquidauana
Em Aquidauana, a artesã Maria Sibele encontrou no artesanato uma nova forma de enxergar a vida e garantir renda para a família. A transformação começou após a participação em um curso de amigurumi oferecido pelo Senar/MS, que despertou nela não apenas uma habilidade, mas também um propósito.
Conhecida como “Menina do Amigurumi” nas feiras da cidade, Maria passou a criar peças inspiradas no Pantanal, traduzindo em cada detalhe a cultura e a natureza da região. A atividade permite que ela trabalhe em casa, conciliando a produção artesanal com os cuidados com o pai e o filho.
“Eu procurava uma forma de renda que me permitisse ficar em casa com a minha família e o Senar me proporcionou isso. O curso mudou a forma como eu vejo o lugar onde vivo”, conta a artesã.
O contato com o artesanato vem desde a infância, acompanhando o trabalho da mãe costureira e da madrinha crocheteira. No entanto, foi com o amigurumi que Maria encontrou sua identidade artística. Após participar de vários cursos em sequência, ela aperfeiçoou a técnica e hoje consegue produzir, em média, uma peça por dia.
Entre suas criações estão personagens que representam o cotidiano pantaneiro. Inspirada nos próprios pais, Maria desenvolveu o casal “pantaneiro”, com elementos típicos como chapéu, laço, cuia de tereré e vestimentas tradicionais. A produção também inclui animais da fauna local, como araras e capivaras, muitas vezes personalizados com acessórios criativos.
O reconhecimento veio com a participação em feiras de artesanato, onde seu trabalho ganhou visibilidade e passou a garantir sustento. Mais do que uma fonte de renda, o artesanato também ampliou sua conexão com o meio ambiente e com a cultura regional.

“Antes eu não dava valor para tudo que estava ao meu redor. Hoje, como artesã, consigo enxergar a natureza com outros olhos. Ser artesã é transformar e também ser livre”, afirma.

A história de Maria Sibele reforça o impacto de iniciativas de capacitação profissional no interior do Estado, mostrando como o acesso ao conhecimento pode gerar autonomia, valorização cultural e novas oportunidades.
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