Campo Grande (MS), Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

CRIME E CONDENAÇÃO

Influenciador Hytalo Santos é condenado por exploração sexual infantil na Paraíba

Justiça fixou pena de mais de 11 anos de prisão em regime fechado; defesa afirma que vai recorrer

24/02/2026

08:45

REDAÇÃO

Justiça da Paraíba condena influenciador e companheiro por exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hitalo José Santos Silva, conhecido publicamente como Hytalo Santos, e seu companheiro Israel Natã Vicente por exploração sexual de crianças e adolescentes.

A pena imposta a Hytalo foi de 11 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Já Israel Natã Vicente foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias, também em regime fechado.

A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, município da Grande João Pessoa.

O caso ganhou repercussão nacional em 2025, após denúncias e debates sobre adultização infantil nas redes sociais. O influenciador paranaense Felipe Bressanim, conhecido como Felca, fez alertas públicos sobre perfis que utilizavam crianças e adolescentes em conteúdos considerados impróprios nas plataformas digitais.

Prisão e investigações

O casal foi preso em agosto de 2025, em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, após investigações apontarem lucro com a difusão de imagens de adolescentes na internet.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, que ressaltou que crimes dessa natureza podem estar relacionados ao tráfico de pessoas. O Ministério Público do Trabalho também atuou no caso e solicitou o bloqueio de bens do influenciador. O despacho judicial ainda determinou o acionamento da Interpol.

Os réus respondem com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica crimes de violência sexual, produção, reprodução e distribuição de material envolvendo crianças e adolescentes, além de prever punições para quem agencia, recruta ou coage vítimas.

Defesa

Em nota, a equipe de defesa afirmou que o casal é alvo de homofobia e racismo e criticou o fato de a sentença ter sido proferida no fim de semana. Segundo os advogados, a decisão teria ignorado provas e depoimentos apresentados durante a instrução processual.

A defesa informou que pretende recorrer da sentença e acionar o Conselho Nacional de Justiça para apurar eventual conduta do magistrado.


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