CRIME E CONDENAÇÃO
Influenciador Hytalo Santos é condenado por exploração sexual infantil na Paraíba
Justiça fixou pena de mais de 11 anos de prisão em regime fechado; defesa afirma que vai recorrer
24/02/2026
08:45
REDAÇÃO
Justiça da Paraíba condena influenciador e companheiro por exploração sexual de crianças e adolescentes.
A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hitalo José Santos Silva, conhecido publicamente como Hytalo Santos, e seu companheiro Israel Natã Vicente por exploração sexual de crianças e adolescentes.
A pena imposta a Hytalo foi de 11 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Já Israel Natã Vicente foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias, também em regime fechado.
A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, município da Grande João Pessoa.
O caso ganhou repercussão nacional em 2025, após denúncias e debates sobre adultização infantil nas redes sociais. O influenciador paranaense Felipe Bressanim, conhecido como Felca, fez alertas públicos sobre perfis que utilizavam crianças e adolescentes em conteúdos considerados impróprios nas plataformas digitais.
Prisão e investigações
O casal foi preso em agosto de 2025, em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, após investigações apontarem lucro com a difusão de imagens de adolescentes na internet.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, que ressaltou que crimes dessa natureza podem estar relacionados ao tráfico de pessoas. O Ministério Público do Trabalho também atuou no caso e solicitou o bloqueio de bens do influenciador. O despacho judicial ainda determinou o acionamento da Interpol.
Os réus respondem com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica crimes de violência sexual, produção, reprodução e distribuição de material envolvendo crianças e adolescentes, além de prever punições para quem agencia, recruta ou coage vítimas.
Defesa
Em nota, a equipe de defesa afirmou que o casal é alvo de homofobia e racismo e criticou o fato de a sentença ter sido proferida no fim de semana. Segundo os advogados, a decisão teria ignorado provas e depoimentos apresentados durante a instrução processual.
A defesa informou que pretende recorrer da sentença e acionar o Conselho Nacional de Justiça para apurar eventual conduta do magistrado.
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