EDUCAÇÃO PÚBLICA
Governo investirá R$ 108 milhões em cursinhos populares até 2026
Nova etapa da CPOP deve atender até 500 projetos voltados a estudantes da rede pública
19/10/2025
07:45
REDAÇÃO
Presidente Lula e ministros anunciam nova fase do programa de cursinhos populares, com investimento de R$ 108 milhões até 2026. © Ricardo Stuckert / PR
O governo federal anunciou neste sábado (18) um novo investimento de R$ 108 milhões na Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), com previsão de lançamento de edital em dezembro. A medida foi divulgada durante evento realizado em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa é que até 500 projetos sejam contemplados já em 2026. A iniciativa tem como foco apoiar estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social, oferecendo estrutura e formação para o ingresso no ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Instituída pelo Decreto 12.410/2025, a CPOP oferece suporte técnico e financeiro a cursinhos populares em todo o país. Na primeira edição, 384 projetos foram selecionados, beneficiando mais de 12 mil alunos, com investimento total de R$ 74 milhões. Cada cursinho pôde receber até R$ 163,2 mil para despesas operacionais, além de auxílio-permanência mensal de R$ 200 para até 40 estudantes por unidade.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a meta do governo é alcançar 700 cursinhos até o final da atual gestão. Ele também reforçou o compromisso com a educação como ferramenta de transformação e redução das desigualdades sociais.
“O que o governo faz agora é apoiar o que já existia de forma voluntária e solidária. Transformar isso em política pública é reconhecer e fortalecer uma rede que já era resistência”, afirmou Santana.
O ministro ainda citou programas históricos como o Prouni, Sisu, Enem e Fies, e destacou os avanços recentes com o Pé-de-Meia, voltado à permanência de jovens no ensino médio. “Estamos colocando o Brasil na direção da equidade educacional”, completou.
Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resgatou sua passagem pelo MEC e defendeu que a ampliação do acesso ao ensino superior passa por justiça social. “A universidade pública hoje tem a cara do Brasil. É mais diversa, mais representativa e mais inteligente”, afirmou.
Haddad reforçou que a sociedade passou por uma mudança importante ao aceitar e compreender o papel das cotas sociais e raciais. “Reservar metade das vagas para alunos de escolas públicas não é tirar de ninguém. É dividir com justiça”, concluiu.
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