SAÚDE
Pneumonia silenciosa preocupa médicos e exige atenção redobrada de pais e responsáveis
23/05/2025
13:00
REDAÇÃO
@REPRODUÇÃO
Um tipo de pneumonia conhecida como “silenciosa” tem despertado a atenção de médicos e pais devido ao risco de diagnóstico tardio e complicações sérias. A condição, também chamada de pneumonia assintomática, atípica ou subclínica, se diferencia por se desenvolver com sintomas mais discretos, o que dificulta o reconhecimento precoce da doença.
Diferente da pneumonia típica — geralmente provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae — que causa febre alta, tosse intensa e dor no peito, a forma silenciosa pode evoluir sem sinais claros no início, o que aumenta o risco de hospitalização, sobretudo entre crianças pequenas.
“Os sintomas mais evidentes só costumam surgir quando a infecção já está avançada, o que compromete o tratamento precoce”, alerta a pneumologista Marcela Costa Ximenes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Quais sinais merecem atenção?
Mesmo sendo mais "discreta", a pneumonia silenciosa apresenta alterações comportamentais e físicas que os pais podem notar. Alguns sinais incluem:
Cansaço excessivo e apatia
Dificuldade para comer ou mamar
Chiado ou ruído no peito
Retração das costelas ao respirar
Pouca produção de urina
Episódios de febre baixa ou persistente
Segundo especialistas, é importante buscar atendimento médico diante de qualquer mudança no padrão respiratório da criança ou persistência de sintomas leves que não evoluem.
O que causa a pneumonia silenciosa?
Os principais agentes dessa forma de pneumonia são:
Mycoplasma pneumoniae
Chlamydophila pneumoniae
Vírus respiratórios como influenza (gripe)
Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19)
Apesar das diferenças clínicas, a pneumologista Marcela Ximenes reforça que não se trata de uma “nova” doença:
“A patologia é a mesma da pneumonia comum. O que muda é a forma como ela se manifesta, com sintomas menos intensos no início.”
No Brasil, a pneumonia — mesmo em sua forma silenciosa — não é de notificação obrigatória, e falta acesso a exames específicos que identifiquem o agente causador com precisão. Isso dificulta o mapeamento da doença e a compreensão da sua real prevalência.
Mesmo assim, a pneumonia continua sendo uma das principais causas de internação hospitalar entre crianças e idosos, o que torna a vigilância e a conscientização fundamentais.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:
Manter a vacinação em dia (como a pneumocócica e contra gripe)
Evitar exposição prolongada ao frio e ambientes com aglomeração
Incentivar hábitos saudáveis de higiene e alimentação
Procurar atendimento ao sinal de qualquer desconforto respiratório
A detecção precoce é fundamental para evitar que quadros leves evoluam para situações mais graves.
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