Campo Grande (MS), Sábado, 05 de Abril de 2025

POLÍTICA

Programa criado para promoção da dignidade da criança indígena segue abandonado em Dourados

Programa criado para promoção da dignidade da criança indígena segue abandonado em Dourados

25/10/2024

12:10

Deputada Lia Nogueira solicitou a reativação do projeto em benefício às crianças e adolescentes moradores na reserva

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), lançado em 2002 na Aldeia Bororó em Dourados-MS, segue interrompido pela administração municipal. Com o objetivo de atender crianças e adolescentes de 7 a 16 anos que estavam em situação de vulnerabilidade, o programa foi criado para proporcionar uma jornada ampliada socioeducativa com atividades multidisciplinares.

A iniciativa promovia reforço escolar, esportes, lazer e dança, além de garantir alimentação saudável e uma bolsa-auxílio, buscando resgatar a cidadania dessas crianças e promover a valorização da cultura indígena local. Contudo, o que antes era um espaço de aprendizado e valorização da cultura indígena, agora está tomado por mato e lixo, privando crianças e adolescentes de terem um ambiente adequado para as atividades.

Esse cenário motivou a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) a formalizar um pedido de reativação do programa junto ao prefeito de Dourados, Alan Guedes (PP). O PETI atendia cerca de 110 crianças vulneráveis.

A deputada destaca a urgência da reativação do programa, ressaltando que o abandono do PETI prejudica o desenvolvimento das crianças da comunidade indígena, além de interromper o contato delas com suas tradições culturais.

“A reforma, manutenção e reativação do PETI são urgentes para restaurar o ambiente seguro e educativo que esse programa proporcionava, contribuindo significativamente para o futuro das crianças indígenas de Dourados”, afirma a parlamentar.

Para Lia Nogueira, o poder público precisa valorizar a inclusão e o desenvolvimento social, principalmente em comunidades vulneráveis como as indígenas.

“Dourados possui a maior comunidade indígena urbanizada do Brasil. São cerca de 15 mil habitantes, em que sua imensa maioria se encontram em uma realidade complexa, vulnerável, cuja educação é a única porta de acesso para uma transformação significativa dessa realidade”, destacou.


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