Campo Grande (MS), Sábado, 11 de Abril de 2026

CAMPO GRANDE, MS: Juiz marca data de julgamento de dois acusados pelo assassinato de ex-delegado

30/10/2014

16:10

CMS

Se defesa n�o recorrer, j�ri popular ser� realizado no dia 4 de fevereiro de 2015.
Cena do crime (Foto: Correio do Estado / Arquivo)






Dois acusados pela morte do ex-delegado de pol�cia e advogado criminalista Paulo Magalh�es de Ara�jo � executado a tiros no dia 25 de junho do ano passado � v�o a j�ri popular no dia 4 de fevereiro de 2015, conforme senten�a de pron�ncia proferida nesta quinta-feira (30) pelo juiz Alu�zio Pereira dos Santos, titular da 2� Vara do Tribunal do J�ri de Campo Grande.

O guarda municipal Jos� Moreira Freires, o 'zezinho' � apontado como atirador � e o seguran�a Ant�nio Benites Cristaldo � que tamb�m participou diretamente do crime � sentar�o no banco dos r�us, onde responder�o pelo art. 121, � 2�, incisos I e IV e no art. 288 (homic�dio doloso). Ant�nio Benitesfoi pronunciado tamb�m no art. 344 do C�digo Penal (usar de viol�ncia ou amea�a contra autoridade).

Conforme o processo, Jos� Moreira Freires disparou v�rios tiros na v�tima, que estava dentro do carro esperando a filha sair da escola. O pistoleiro estava na garupa de uma moto pilotada por Rafael Leonardo dos Santos, que foi morto ap�s surgirem ind�cios de autoria dos coacusados.

Consta na den�ncia tamb�m que Ant�nio Benites Cristaldo escoltava Jos� Moreira Freires e Rafael Leonardo dos Santos em um autom�vel Fiat Palio preto para garantir o sucesso na execu��o do ex-delegado. Sup�e-se, em princ�pio, que agiram por motivo torpe e a mando de terceiras pessoas, bem como mediante recompensa e com recurso que dificultou a defesa da v�tima.

Na senten�a de pron�ncia, o juiz escreveu que, teoricamente, nos dias que antecederam o crime, houve a associa��o de tr�s ou mais pessoas para o fim espec�fico de cometer crimes, dentre eles o assassinato de Paulo Magalh�es. Supostamente, os r�us Jos� Moreira e Ant�nio Benites integravam a quadrilha.

A senten�a de pron�ncia traz ainda a tese de que no per�odo compreendido entre a negocia��o da motocicleta utilizada para a pr�tica do crime e ap�s a sua consuma��o, tr�s testemunhas sofreram grave amea�a, com a finalidade de favorecer interesses de Ant�nio Benites para n�o se descobrir a autoria do homic�dio.

Pelo fato de estarem amparados por habeas corpus, foi assegurado aos acusados o direito de permanecer em liberdade ap�s a pron�ncia, j� que esta, se n�o houver fato novo, � tida apenas como uma etapa a mais nas fases do processo que tramita na vara de compet�ncia do j�ri. Foram ouvidas 31 testemunhas em ju�zo e, caso n�o haja recurso da defesa, o julgamento est� confirmado para fevereiro do pr�ximo ano.


Fonte: correiodoestado
Por: Gabriel Maymone

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