Campo Grande (MS), Domingo, 12 de Abril de 2026

A história das velas

01/11/2014

15:15

CMS

Foto: Divulga��o
No in�cio desta hist�ria as velas n�o existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma varia��o daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferen�a b�sica em rela��o �s velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado l�quido. 

Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.

H� men��es sobre velas nas escritas B�blicas, datando do s�culo 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 a.C., foram descobertas velas em forma de bast�o no Egito e na Gr�cia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Gr�cia, as velas eram usadas em comemora��es feitas para Artemis, a deusa da ca�a, reverenciada no 6� dia de cada m�s, e representavam o luar.

Um fragmento de vela do s�culo I d.C. foi encontrado em Avignon, na Fran�a.

Na Idade M�dia as velas eram usadas em grandes sal�es, monast�rios e igrejas. Nesta �poca, quando a fabrica��o de velas se estabeleceu como um com�rcio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material n�o era uma boa op��o devido � fuma�a e ao odor desagrad�vel que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colm�ias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.

Por muitos s�culos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artes�os, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um pre�o consider�vel. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados casti�ais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o neg�cio das velas j� despontava como uma ind�stria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.

Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados �queles que fabricavam velas de sebo. O neg�cio tornou-se mais rent�vel porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera.

Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o com�rcio de velas de gordura animal foi regulamentado.

No s�culo 16 houve uma melhora no padr�o de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de casti�ais e suportes para velas a pre�os mais acess�veis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.

As velas eram usadas tamb�m na ilumina��o de teatros. Nesta �poca elas eram colocadas atr�s de frascos d'�gua colorida, com tons de azul ou �mbar. Apesar desta pr�tica ser perigosa e cara para aquela �poca, as velas eram as �nicas fontes de luz para ambientes internos.

A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colm�ia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do �leo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na �poca para aumentar o brilho das chamas.
Devido a quest�es ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de ilumina��o, este elemento n�o � mais usado.

Trabalhos para o estudo do oxig�nio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo qu�mico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presen�a de oxig�nio puro, rea��o semelhante deveria ser observada em pulm�es adoentados quando estimulados com este mesmo oxig�nio.

O s�culo 19 trouxe a introdu��o da ilumina��o a g�s e tamb�m o desenvolvimento do maquin�rio destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar dispon�veis para os lares mais pobres. Para proteger a ind�stria, o governo Ingl�s proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licen�a especial. Em 1811, um qu�mico franc�s chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo n�o era uma subst�ncia �nica, mas sim uma composi��o de dois �cidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material n�o-inflam�vel.

Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova subst�ncia chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e tamb�m trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido � estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algod�o para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. 
Essa mudan�a fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao inv�s da queima desordenada, caracter�stica dos pavios de algod�o.

Em 1830, teve in�cio a explora��o petrol�fera e a parafina era um subproduto do petr�leo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente prim�rio nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.

No ano de 1921 foi criado o padr�o internacional de velas, de acordo com a intensidade da emiss�o de luz gerada por sua queima. O padr�o tomava por base a compara��o com a luminosidade emitida por l�mpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de ilumina��o, este padr�o n�o � mais utilizado como refer�ncia nos dias de hoje.

A parafina sint�tica surgiu ap�s a 2� Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente prim�rio de compostos de ceras e pl�sticos modernos.
Usada nos prim�rdios de sua exist�ncia como fonte de luz, as velas s�o usadas hoje como artigos de decora��o ou como acess�rios em cerim�nias religiosas e comemorativas.

H� v�rios tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos �quelas feitas manualmente, onde � poss�vel encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decora��o de interiores, purifica��o do ambiente, manipula��o da energia com base em suas cores e ess�ncias e etc.





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