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| Promotor Marcos Alex durante coletiva � imprensa |
Os vereadores de Ribas do Rio Pardo (MS) � a 102 quil�metros de Campo Grande � envolvidos na ''''''''Opera��o Viajantes'''''''', deflagrada nesta ter�a-feira (04) pelo Grupo de Atua��o Especial de Repress�o ao Crime Organizado (Gaeco), recebiam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil por m�s com o desvio de pagamentos de di�rias. O valor � superior ao pr�prio sal�rio de vereador no munic�pio, de R$ 4,5 mil.
Segundo o promotor do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira, cinco dos nove vereadores da cidade est�o envolvidos no esc�ndalo: o presidente da C�mara Adalberto Alexandre Domingues, o vice-presidente, Ant�nino �ngelo da Silva, primeiro secret�rio Diony Erick de Souza da Silva, segundo secret�rio Cl�udio Roberto Siqueira Lins, Fabiano Duarte da Silva, al�m do diretor administrativo, Cacildo Pedro Camargo e do contador Walter Ant�nio, que chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A opera��o cumpriu 14 mandados de busca e apreens�o.
Durante coletiva � imprensa, o promotor citou um exemplo para explicar como funcionava o esquema. Os valores das di�rias eram de R$ 750 para viagens dentro do Estado e R$ 1,5 mil para fora. Em uma delas, para Curitiba, os vereadores n�o foram e ganharam o valor. Segundo o promotor, eles responderam uma lista de chamada como se estivessem participado de eventos e reuni�es.
Ainda de acordo com a investiga��o, verificou-se tamb�m a exist�ncia de gastos excessivos realizados pela C�mara com empresas terceirizadas de publicidade, inform�tica, assessorias cont�beis e jur�dicas, cujos valores ultrapassam mais de R$ 3,5 milh�es. Em um exemplo citado pelo promotor do Gaeco, uma empresa contratada por R$ 700 mil anual para manter o site, por�m, a empresa contratou o filho de um vereador para fazer o servi�o. Ele recebia R$ 2,5 mil mensais. �A diferen�a de valores � muito grande e nos chamou aten��o�, explica Marcos Alex.
Outro contrato com valor surreal que foi detectado nas investiga��es era relativo a manuten��o de ar condicionado, onde a C�mara gastava R$ 57,2 mil em 11 meses. �Para uma cidade pequena, esse valor n�o era vi�vel. Daria para comprar v�rios aparelhos�, justifica o promotor.
Os envolvidos foram indiciados por peculato, fraude em licita��o, associa��o criminosa e improbidade administrativa. O julgamento deve ocorrer em 30 dias, tanto criminal como administrativo.
O presidente da C�mara Municipal de Ribas do Rio Pardo publicou no site institucional da Casa de Leis uma nota de esclarecimento informando que "os documentos arrestados n�o divergem daqueles anteriormente remetidos aos processos judiciais e aos inqu�ritos civis em tr�mite neste ju�zo".
"Espero num futuro bem pr�ximo o decreto de absolvi��o dessa gest�o, que bom que se diga, cumpre as legisla��es existentes, destacando a que exige a transpar�ncia dos atos de gest�o, de modo que todas as informa��es administrativas e or�ament�rias encontram-se no nosso site camaraderibas.ms.gov.br."
/Fonte:Correio do Estado
Foto: VALDENIR REZENDE