Campo Grande (MS), Quinta-feira, 03 de Abril de 2025

Dilma veta medida que reduziria valor de multas a planos de saúde

14/05/2014

15:46

CMS


Uma proposta para reduzir o valor das multas aplicadas �s operadoras de planos de sa�de, inclu�da em uma Medida Provis�ria (MP) sobre outro assunto, foi vetada pela presidente Dilma Rousseff, segundo publica��o no "Di�rio Oficial da Uni�o" desta quarta-feira (14). 

"A medida reduziria substancialmente o valor das penalidades aplicadas, com risco de incentivo � presta��o inadequada de servi�o de sa�de. Al�m disso, o dispositivo enfraqueceria a atua��o da Ag�ncia Nacional de Sa�de Suplementar (ANS), causando desequil�brio regulat�rio", apontam as raz�es do veto. 

O projeto havia sido aprovado no Senado em abril. No entanto, na ocasi�o, o relator-revisor da MP, senador Romero Juc� (PMDB-RR), j� havia dito que a presidente a vetaria. 

As novas regras foram inclu�das em uma MP que tratava de outro tema, completamente diferente: a tributa��o de empresas brasileiras no exterior. O relator da medida foi o l�der do PMDB na C�mara, deputado Eduardo Cunha. 

A medida proposta mudaria a forma de cobran�a de multas �s operadoras de planos de sa�de. O texto reduziria as puni��es aplicadas hoje pelo �rg�o de fiscaliza��o, a ANS. 

Atualmente, por infra��o cometida, as operadoras pagam multas que variam de R$ 5 mil a R$ 1 milh�o � valor multiplicado pelo n�mero de ocorr�ncias. Com a nova medida, seria criada uma tabela, v�lida at� 31 de dezembro, para definir melhor essa quest�o. 

Se o plano de sa�de cometesse de 2 a 50 infra��es do mesmo tipo, pagaria multa por apenas duas infra��es, considerando-se a de maior valor. O �ltimo patamar seria acima de mil infra��es e, nesse caso, o plano pagaria como se tivesse cometido apenas 20. A cobran�a tamb�m seria feita pela multa maior. 

Na pr�tica, hoje, se uma operadora negar um procedimento (como cirurgia) pode pagar multa de R$ 80 mil. Se a negativa de cobertura ocorrer 50 vezes, dever� pagar R$ 4 milh�es. Com a nova regra, a multa cairia para R$ 160 mil. 

O Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa do Consumidor (Ibedec) criticou a proposta quando foi divulgada. "Voc� estimula a impunidade e faz com que o consumidor tenha um gasto maior com advogado para interpor uma a��o", comentou o diretor do Ibedec, Geraldo Tardin. 

Na �poca, o relator da MP, Eduardo Cunha, n�o quis gravar entrevista. Mas disse, por telefone, que o objetivo do texto era coibir abusos e poss�veis casos de corrup��o na fiscaliza��o das operadoras de sa�de.

Fonte: G1
Foto: Ilustra��o

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