�rg�o investigar� atua��o de for�as policiais no domingo. Sejusp diz que atendeu ocorr�ncia de roubo qualificado
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�ndios na fazenda Santa Maria, invadida domingo em Caarap� �Reprodu��o |
O MPF (Minist�rio P�blico Federal) informou nesta ter�a-feira (28) que instaurou inqu�rito para investigar o conflito envolvendo ind�genas no domingo (26) em Caarap� � a 283 km de Campo Grande. O �rg�o aponta que a a��o policial n�o teve respaldado de ordem judicial e n�o havia ordem de reintegra��o de posse.
�Foram solicitadas informa��es � Pol�cia Civil, Militar e Secretaria de Seguran�a sobre depoimentos colhidos, dilig�ncias realizadas e ind�genas presos. Apenas ap�s a conclus�o da investiga��o ser� poss�vel apontar se houve realmente ilegalidade na opera��o�, diz comunicado do MPF.
Um �ndio de 70 anos foi preso em flagrante por roubo e resist�ncia. A Sejusp (Secretaria de Estado de Justi�a e Seguran�a P�blica) informou que equipes do DOF (Departamento de Opera��es de Fronteira) foram deslocadas para a fazenda Santa Maria. Pelo menos cem �ndios Guarani-Kaiow� invadiram a propriedade e chegaram at� a sede. Funcion�rios foram feitos ref�ns, mas liberados ap�s a chegada de policiais militares.
O MPF alega que os �ndios est�o fazenda com aval do STF (Supremo Tribunal Federal), que derrubou uma ordem de reintegra��o de posse em abril deste ano. A decis�o � da ministra Carmem L�cia, presidente da corte.
"Evitar mal maior" - O titular da Sejusp, Ant�nio Carlos Videira, disse que acompanhou a opera��o no dia por helic�ptero e defendeu que n�o se trata de reintegra��o de posse. �Houve roubo qualificado e c�rcere privado", disse. Segundo ele, a interven��o foi para restabelecer a ordem. Isso � compet�ncia da Justi�a Estadual�, afirmou.
Segundo o secret�rio, a interven��o se foi necess�ria para �evitar um mal maior�, o confronto entre ind�genas e produtores rurais. O secret�rio afirmou que foram roubados da fazenda geladeira, fog�o e outros utens�lios da casa. De acordo com ele, os invasores mataram ao menos 24 porcos e cometeram crime ambiental.
Em nota, a Famasul (Federa��o da Agricultura e Pecu�ria de Mato Grosso do Sul) defendeu a necessidade de interven��o no local. "A Famasul defende a obedi�ncia � lei sem exce��o e, por isso, refletimos na aus�ncia de medidas equiparadas para os dois lados dessa quest�o, uma vez que todos os conflitos fundi�rios registrados em Mato Grosso do Sul s�o consequ�ncias de invas�es de propriedades privadas".
Para a entidade, "al�m de comprometer a preserva��o do Estado de Direito, a repeti��o e perman�ncia dessas invas�es potencializam a tens�o social e a descren�a dos Poderes Constitu�do".
Fonte: campograndenews
Por: Gabriel Neris