Campo Grande (MS), Domingo, 19 de Julho de 2026

ECONOMIA E EMPREGO

Brasil cria 85,9 mil vagas formais em abril, aponta Caged

Resultado representa forte desaceleração na geração de empregos com carteira assinada em comparação ao mesmo período do ano passado

28/05/2026

14:40

REDAÇÃO

Setor de serviços liderou a geração de empregos formais no Brasil durante o mês de abril, segundo dados do Caged.  © Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil criou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado representa queda de 62,3% em relação a março deste ano, quando foram abertas 227.974 vagas formais. Na comparação com abril de 2025, a retração chega a 63,9%, refletindo os efeitos da desaceleração econômica e dos juros elevados sobre o mercado de trabalho.

Mesmo com o saldo positivo, abril registrou o segundo pior desempenho para o mês desde 2020, ficando atrás apenas do período mais crítico da pandemia da covid-19, quando houve fechamento de mais de 981 mil vagas formais.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, o país soma 699.762 empregos formais criados, número 23,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo chegou a 913.827 vagas.

SETORES

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em abril, com saldo positivo de 69.601 vagas. Em seguida aparecem a construção civil, com 23.525 postos, e a indústria, com 9.256 empregos formais criados.

Dentro do setor de serviços, os maiores destaques foram as áreas de saúde humana e serviços sociais, responsáveis pela abertura de 18.150 vagas, além do segmento de transporte, armazenagem e correio, que gerou 12.235 empregos.

Na construção civil, o crescimento foi puxado pelos serviços especializados para construção, enquanto na indústria o principal destaque ficou para a fabricação de álcool, seguida pela indústria de carnes e pela fabricação de automóveis e utilitários.

Por outro lado, dois setores fecharam vagas em abril. A agropecuária encerrou 8.378 postos de trabalho, impactada pelo fim da safra da soja e pela redução de atividades ligadas à maçã e à laranja. Já o comércio registrou saldo negativo de 8.114 vagas, comportamento considerado tradicional para o período.

REGIÕES E ESTADOS

Todas as regiões brasileiras apresentaram saldo positivo de empregos formais em abril.

O Sudeste liderou a geração de vagas, com 44.545 novos postos, seguido pelo Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sul.

Entre os estados, São Paulo registrou o melhor desempenho, com 20.202 vagas criadas. Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem na sequência.

Já os estados com saldo negativo foram Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.

Com o resultado de abril, o número total de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a 47,8 milhões de pessoas.


 


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