INTERIOR / FUNCIONALISMO
Jelson Bernabé questiona greve de servidores federais mesmo após reajuste salarial
Presidente da Câmara de Ponta Porã comparou aumento concedido pelo Governo Federal com reajuste aprovado aos servidores municipais
13/05/2026
07:00
REDAÇÃO
Presidente da Câmara de Ponta Porã comentou mobilização de servidores federais durante sessão ordinária desta terça-feira. @Divulgação
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, vereador Jelson Bernabé, comentou durante a sessão ordinária desta terça-feira (12) a continuidade das mobilizações grevistas de servidores federais, principalmente das instituições de ensino, mesmo após o anúncio de reajustes salariais por parte do Governo Federal.
Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou que categorias como os técnicos-administrativos das universidades federais mantêm paralisações em várias regiões do país, incluindo servidores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), apesar da formalização de acordos salariais com aumentos escalonados previstos para 2025 e 2026.
Segundo Jelson Bernabé, os sindicatos alegam perdas inflacionárias acumuladas e descumprimento de pautas relacionadas à carreira profissional, fatores que mantêm a mobilização nacional.
O Governo Federal definiu reajustes para a maioria dos servidores do Poder Executivo Federal, com aplicação escalonada nos próximos dois anos. Conforme o cronograma divulgado, grande parte do funcionalismo recebeu aumento de 9% em janeiro de 2025 e terá novo reajuste de 5% em abril de 2026.
A medida abrange diversas categorias do funcionalismo público federal, incluindo técnicos-administrativos das universidades e institutos federais.
Durante a sessão, Jelson Bernabé comparou a situação federal com a realidade do funcionalismo municipal de Ponta Porã. O vereador ressaltou que o Executivo e o Legislativo municipais concederam reajuste salarial acima da inflação aos servidores públicos da cidade.
O comentário foi feito minutos antes da aprovação do projeto que autorizou o reajuste salarial aos servidores municipais de Ponta Porã.
“Não dá para entender. Se alguém conseguir, me explique”, declarou o presidente da Câmara ao comentar a manutenção das greves mesmo após os reajustes anunciados pelo Governo Federal.
Os sindicatos ligados ao funcionalismo federal afirmam que as reivindicações vão além da recomposição salarial e incluem reestruturação das carreiras, valorização profissional e melhoria das condições de trabalho.
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