PROTEÇÃO À MULHER
Governo lança iniciativa com foco no combate à violência e ao feminicídio, programa nacional amplia rede de apoio e prevenção
Medidas incluem criação de Salas Lilás e ampliação de casas abrigo em todo o país
04/05/2026
08:25
REDAÇÃO
Programa nacional prevê criação de espaços de acolhimento e ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência @Rovena Rosa/Agência Brasil
Começa a valer nesta segunda-feira (4) o Programa Antes que Aconteça, iniciativa que busca ampliar a rede de prevenção e atendimento a mulheres em situação de violência em todo o Brasil. A proposta reúne ações voltadas ao acolhimento, proteção e promoção da autonomia feminina.
Entre as principais medidas está a implantação das chamadas Salas Lilás, espaços destinados ao atendimento humanizado de mulheres e meninas vítimas de violência. Essas unidades devem ser instaladas em órgãos públicos e instituições de segurança, como delegacias, com foco em garantir acolhimento adequado e sigiloso.
O programa também prevê o fortalecimento da rede de proteção, com ampliação de serviços e integração entre diferentes instituições. A iniciativa é resultado de atuação conjunta da Bancada Feminina do Congresso Nacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.
Outro eixo importante é a expansão das casas abrigo, que oferecem proteção temporária para mulheres e seus dependentes em situação de risco iminente. Esses espaços são considerados fundamentais para garantir segurança em casos mais graves.
A proposta inclui ainda a oferta de serviços itinerantes, por meio de unidades móveis, levando atendimento psicológico, jurídico e social gratuito a regiões de difícil acesso, escolas e comunidades.
Além do atendimento direto, o programa também tem como objetivo promover a autonomia econômica das mulheres, incentivar o empreendedorismo e ampliar ações educativas sobre igualdade de gênero, especialmente no ambiente escolar.
A criação da iniciativa ocorre em um cenário preocupante. Dados recentes apontam que o país registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da série histórica, com 1.518 vítimas, o equivalente a uma média de quatro mortes por dia.
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