SAÚDE EM ALERTA
Assembleia reconhece calamidade pública e reforça urgência no enfrentamento à epidemia de chikungunya em Dourados
Com milhares de casos, alta ocupação hospitalar e mortes confirmadas, decreto aprovado em regime de urgência busca agilizar resposta à crise sanitária
22/04/2026
14:50
REDAÇÃO
Decreto de calamidade pública aprovado em Dourados busca acelerar medidas emergenciais diante do avanço da chikungunya e da sobrecarga no sistema de saúde.
O avanço da Chikungunya em Dourados levou o município a um cenário crítico e mobilizou o poder público para uma resposta emergencial. Diante do aumento expressivo de casos e da sobrecarga nos serviços de saúde, a Assembleia Legislativa aprovou, em regime de urgência, o decreto que reconhece o estado de calamidade pública, com validade de até 90 dias.
A medida responde a um quadro alarmante. Já são mais de 6 mil casos notificados, sendo 4.982 considerados prováveis, 2.163 confirmados e 2.890 ainda em investigação, além de oito mortes registradas. A taxa de positividade chega a 61%, enquanto a ocupação de leitos ultrapassa 110%, evidenciando a pressão extrema sobre a rede de saúde.
A deputada estadual Lia Nogueira teve papel ativo na mobilização para aprovação do decreto, destacando a necessidade de respostas rápidas diante da gravidade da situação. Segundo ela, o cenário já vinha sendo alertado e exige ação imediata e integrada entre os poderes.
De acordo com a parlamentar, a epidemia de chikungunya somada ao surto de influenza agravou ainda mais a situação, criando um ambiente de colapso na saúde pública. Com o reconhecimento da calamidade, o município passa a ter mais agilidade para aplicar recursos emergenciais, reduzir burocracias e ampliar a capacidade de atendimento.
Dourados é referência para mais de 30 municípios da região, o que intensifica a sobrecarga no sistema de saúde. A crise afeta tanto áreas urbanas quanto comunidades indígenas, onde fatores como vulnerabilidade social e dificuldades de acesso à água ampliam os impactos da doença.
Entre as medidas emergenciais em andamento estão a ampliação de atendimentos no hospital regional, mesmo diante de limitações estruturais, e a articulação para antecipação de programas sociais, incluindo apoio a comunidades mais afetadas.
Com o decreto em vigor, a expectativa é acelerar contratações, aquisição de insumos e ampliação de leitos, permitindo respostas mais rápidas à população. O momento, segundo a parlamentar, exige união entre os entes públicos e ações coordenadas para conter o avanço da doença e reduzir seus impactos.
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